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sábado, 12 de abril de 2014

outro rival da afrodite

Deixei de deprimir com as fotos que vejo no fb no dia em que vi as fotos de um rapazinho que tem explicação comigo; pele perfeita, sem uma única mancha, ar adorável. O que ninguém conta é que, ao vivo e a cores, o moço é todo bexigoso e tem mau hálito.

O meu mal é ser pobre e não tirar fotos em agências todas xpto, porque está mais do que visto que o photoshop é o melhor anti-borbulhas do mercado. Não há cu que aguente!

a terceira perna

Não queria ser eu a dizer isto, mas o gajo que decidiu chamar fiambre da perna extra ao fiambre - da perna extra! -, tinha um sentido de humor incrível. Isso ou era demasiado inocente; das três, duas.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

triste que só eu

Gostava de me poder orgulhar de ser daquelas pessoas que parecem ter um talento inato para desempenhar qualquer tarefa, mas tal não acontece. Estão a ver aquelas personagens nos filmes a quem tudo acontece, que fazem tudo tão errado que só dá para rir? Yup, that's me.

Ao fim de quatro meses de carta, ontem foi a primeira vez que tive de meter combustível sozinha. A primeira vez que me coube a mim posicionar o carro de forma a chegar com a mangueira ao depósito - não parece difícil, mas deu pano para mangas. Isto porque, de certo, a inteligência não é o meu forte e, com o medo de deixar o carro a três quilómetros da bomba, esqueci-me de que iria precisar de espaço para meter os pés entre a dita e o veículo. O resultado? Tive de subir para aquele degrau onde estão as mangueiras para conseguir abastecer, o que teria sido uma excelente ideia se se tratasse de um camião, mas não quando estamos a falar de um ligeiro. E lá estava eu, de mangueira em punho, muito cheia de mim, toda orgulho, de cu para o ar. Repito: de cu para o ar.

segunda-feira, 31 de março de 2014

breathe in, breathe out

[tenho medo. quero que seja hoje, quero que não doa, quero dizer tudo de uma vez. estou cansada de ficar calada a remoer nas coisas enquanto o tenho ao meu lado e só me apetece dar-lhe a mão e esquecer tudo o resto. enquanto me faço de indiferente mas derreto de cada vez que ele abre a boca. enquanto o olho nos olhos e me apaixono um bocadinho mais pelas sardas dele, mesmo que sempre tenha odiado as minhas. enquanto lamento por ele ser melhor pessoa do que eu e demasiada areia para o meu camião. enquanto olho para os lábios dele e desejo poder beijá-lo de uma vez por todas. talvez isto seja um erro, mas nunca fiz nada certo na vida e também não me apetece começar agora. quero que ele saiba que é nele que eu penso quando vou dormir, quando acordo, quando tenho medo, quando estou feliz. é com ele que eu quero partilhar quase tudo o que me vai acontecendo, mas tenho medo que ele não me queira ouvir. tenho medo do que vai pensar quando souber o que eu sinto, quando lhe contar que é dele que eu gosto. tenho medo que isso nos afaste ainda mais, que acabe por destruir de vez a amizade que sinto estar a escapar-me entre os dedos. mas tenho de tentar. não me perguntem porquê, mas tenho de tentar. quero dar-lhe o abraço que lhe neguei há meses, no dia em que podia ter percebido que era dele que eu gostava, mas preferi fechar os olhos. quero dizer àquele rapaz que sim, que quero ir com ele. que com ele, ia até ao fim do mundo. e por ele, também.]