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sábado, 12 de abril de 2014

ainda das compras

Apesar de já estar mais perto dos 19 do que dos 18, continuo com a sensação de que as pessoas não me vão levar a sério, de que pareço demasiado pita para pegar num carro e ir ajêtar a minha bida. Não que seja propriamente baixa, mas se já acho que ao olharem-me para a cara se vão perguntar se terei idade para conduzir, ao ouvirem a minha voz vão ficar com a certeza de que eu ainda devia usar cadeirinha.

Para confirmar as minhas dúvidas, enquanto estava na caixa, já pronta para pagar, a empregada pergunta-me, meio chocada:
- mas tu estás sozinha?!

...
...
...

Oh, vidas difíceis!

diagon-al

A mommy cá de casa fez-me uma lista interminável e mandou-me às compras, naquela de ver como é que eu me desembrulho - ficou surpreendida com a minha rapidez, toda orgulhosa por a cria ter dado conta do recado sozinha.  

O que eu não lhe contei foi que ir às compras sozinha pela primeira vez foi estranho como o caralho. Don't get me wrong, já entrei no supermercado outras vezes longe das saias da mamã, mas nunca para comprar tantas coisas que, a meio da lista, já mal conseguia controlar o carro, o que imagino que dava a certeza às pessoas que eu tinha um atraso mental qualquer, combinado com um atrofio ao nível dos membros inferiores. 

Paranóica que só eu, achei que toda a gente acabaria por compreender que era a primeira vez que eu comprava este mundo e o outro sozinha, porque me sentia completamente alienada e sem saber bem para onde ir; dei três mil voltas ao recinto, atirei tudo para dentro do carro e vim-me embora, não sem antes quase ter dado com o carrinho no cu de um gajo gostoso que eu sei lá. Pena não lhe ter batido mesmo; se ele me caísse para o carro, trazia-o também, só por causa das tosses.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

quando eu digo que sou distraída

Como a viagem era curta e não me apetecia andar de malinha atrás, levei a carteira, o telemóvel, as chaves de casa e a chave do carro na mão. Assim que entrei, espetei tudo no colo da patrícia porque não me apetecia assistir ao vira dos meus pertences no tabelier; preparei-me para meter o carro a trabalhar. A chave não estava na ignição, não estava no colo da patrícia, não estava no meu bolso. No meu íntimo, já só imaginava cenários desastrosos e lembrava-me de um livro que li há uns anos onde as coisas que desapareciam misteriosamente nunca mais apareciam, e ai jesus que vai tudo com o caralho porque o carro nem é meu e... fez-se luz.

Abri a porta, tirei a chave do lado de fora e meti-a logo na ignição antes que a metesse noutro sítio qualquer. 
Vou ser gozada para todo o sempre.

triste que só eu

Gostava de me poder orgulhar de ser daquelas pessoas que parecem ter um talento inato para desempenhar qualquer tarefa, mas tal não acontece. Estão a ver aquelas personagens nos filmes a quem tudo acontece, que fazem tudo tão errado que só dá para rir? Yup, that's me.

Ao fim de quatro meses de carta, ontem foi a primeira vez que tive de meter combustível sozinha. A primeira vez que me coube a mim posicionar o carro de forma a chegar com a mangueira ao depósito - não parece difícil, mas deu pano para mangas. Isto porque, de certo, a inteligência não é o meu forte e, com o medo de deixar o carro a três quilómetros da bomba, esqueci-me de que iria precisar de espaço para meter os pés entre a dita e o veículo. O resultado? Tive de subir para aquele degrau onde estão as mangueiras para conseguir abastecer, o que teria sido uma excelente ideia se se tratasse de um camião, mas não quando estamos a falar de um ligeiro. E lá estava eu, de mangueira em punho, muito cheia de mim, toda orgulho, de cu para o ar. Repito: de cu para o ar.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

sintam-se felizes

Não sei como é que isto funciona com as outras fêmeas, mas além da tinta, do shampô e do amaciador, o meu cabelo tem ainda a sorte de apanhar com creme, base, pasta de dentes, e tudo o que mais se possa imaginar, porque eu, definitivamente, não nasci para ser uma lady. Para contrabalançar, ontem dormi fora de casa e a puta da lâmpada da casa de banho fundiu-se - quando dei por mim, estava à beira de meter creme de barbear na escova de dentes. Se se sentirem na merda, lembrem-se de que eu existo e sou mil vezes pior do que vocês.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

um amigo meu

Percebeu que eu não estava bem mas não queria falar - deu-me a mão e ficou a fazer-me festinhas com o polegar. 

Naquele momento, soube-me pela vida, mas trouxe-me ainda mais saudades do tempo em que eu tinha essa relação com o tal amigo de quem acabei por começar a gostar - mas eu arruinei tudo. Passou tão pouco tempo e parece que foi há mil anos. É bem feita para mim, a ver se aprendo.

já mal abro os olhos

Gostava de me poder orgulhar de não estar com umas olheiras até aos joelhos e com a sensação de que vou adormecer a qualquer momento, porque tenho explicação daqui a meia hora e não me posso dar a esses luxos.

Passei a semana inteira a queixar-me de que estava cansada e precisava de me deitar cedo um dia para dormir como deve de ser - mas com isto tudo do rapazinho and so on, passo o dia cheia de sono mas à noite meto-me a deprimir e durmo cada vez menos. Pior do que tudo - nem escrever me tem apetecido. Nem falar. Mas mato-me ou suicido-me?

o macho e a tpm

Gaja que é gaja sabe que pode estar a ter o mês mais calmo de sempre mas, quando chegar a semana em que o pequeno demónio da tpm a possui, tudo o que puder acontecer de mau, acontece. Todas as tragédias e cataclismos sucedem naqueles dias do mês em que uma gaja fica capaz de chorar com o anúncio do papel higiénico - conseguem imaginar o meu estado neste momento?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

okay okay okay

[digamos que me descontrolei. digamos que lhe mandei um testamento durante a noite onde dizia tudo aquilo que lhe devia ter dito há meses. digamos que estou a escassos minutos de o ver e que não podia estar mais nervosa. o que é que eu fui fazer? porque é que eu não sei estar calada?]

terça-feira, 1 de abril de 2014

o rebentar das águas

Não sei ao certo porquê, mas quando estava com o rapazinho comecei a ficar com umas dores de estômago insuportáveis e com a sensação de que lhe ia vomitar em cima a qualquer momento - fiz questão de lhe dizer isto, vejam só o meu nível de romantismo. E entretanto ele passou o resto do tempo a sugerir-me que fosse beber um chá, enquanto eu continuava a apertar o meu ventre proeminente e lhe dizia que não era preciso. Não era preciso o caralho. Estava mais inchada do que a tia marge quando sai a voar pela janela, mesmo ao estilo de MEU GRANDE ESTÚPIDO, EU NÃO QUERO É SAIR DAQUI, PREFIRO FICAR ARMADA EM CONTORCIONISTA AO TEU LADO DO QUE IR A REBOLAR ATÉ AO BAR E ESPERAR QUE ALGUÉM ME FAÇA PASSAR AS CONTRAÇÕES LONGE DE TI. Foi triste e doloroso.

gostava que fosse mentira

Estivemos sozinhos durante uma hora, em que eu estive a tentar tomar balanço para lhe contar. De vez em quando, passavam por lá pessoas - e ele perguntou por ela, pelo banco de esperma, duas vezes. Apeteceu-me fugir, mas também me apeteceu ficar. E, quando finalmente comecei a ganhar coragem, parece que toda a gente decidiu chegar e nunca mais ficámos sozinhos.

Não consigo fazer isto. Achei que conseguiria, mas não dá. E de cada vez que o ouço dizer o nome dela... ahhhh.

segunda-feira, 24 de março de 2014

só dramas

Depois de três anos de joão, três anos a tentar perceber o joão, a tentar descodificar sinais e desvendar mistérios, parti do princípio que não havia maneira de olhar para outro nos mesmos termos sem primeiro conseguir meter um ponto final nisto. Até que me aproximei de um amigo, a passar imenso tempo com ele e tudo e tudo.

Não posso dizer que em algum momento o joão tenha passado para segundo plano - mas o amigo ganhou terreno e eu não dei conta. Só me apercebi do quão importante ele era, quando se afastou de mim - foi o tal que se aproximou da miúda mais rodada da escola. Por sexo, dizem. E eu acredito.

Desde que comecei a vê-lo com ela, que comecei a morrer de ciúmes porque o via tratá-la tal qual me tratava a mim. Tive de, finalmente, assumir que era verdade, que ele me tratava de maneira diferente, que era muito mais querido comigo do que com o resto do nosso grupo, mesmo que antes eu me tivesse recusado a ver. E, com o tempo, veio a confusão porque eu o quero de volta... mas não sei exatamente como. Habituei-me a achar que afinal ele nem gostava assim tanto de mim quanto isso, porque só assim teria trocado a nossa amizade por cinco mil dst's.

Hoje, uma amiga dele falou comigo. Disse que toda a gente pensou que as coisas entre nós iam dar certo porque se notava a léguas que ele gostava imenso de mim, que eu era tudo o que ele via à frente - mas eu dei-lhe para trás, e ele desistiu. Nunca me tinha apercebido disso - e que tivesse, não teria acreditado. Honestamente, não sei como isto me deixa, não sei o que quero fazer com isto. Talvez ainda não seja tarde. Mas será que eu quero?

terça-feira, 18 de março de 2014

bichinha em sofrimento

Eu juro que cheguei a casa cheia de boas intenções, a planear estudar imenso e tudo e tudo - mas a merda de ficar sozinha é que uma pessoa começa a pensar e a pensar e cenas -, mas depois de ter arrumado o escritório que nem uma maníaca, desarrumado coisas só pelo prazer de voltar a arrumar, fiquei com vontade de fazer pouco mais do que respirar.  

A vida está difícil. Especialmente para alguém que dormiu menos de duas horas e meia e, mesmo assim, continua sem sono a esta hora. Talvez esteja na altura de fazer alguma coisa com isto.

quinta-feira, 13 de março de 2014

a sério

Eu estaria neste momento a dar graças a deus e a planear uma ida a fátima a pé se tivesse emagrecido nas pernas, no cu, na barriga, nos braços, nas unhas, no cabelo, wtv, mas não. Onde é que eu havia de ter emagrecido? Nas mamas. 

Mais um bocado e começo a andar com dois buracos negros no lugar das ditas cujas. Credo. Puta de vida.

quarta-feira, 12 de março de 2014

ele estava um degrau acima

Provavelmente porque da última vez que me viu, ontem, eu estava a ter um ataque de choro e fugi dele, hoje passou-me o braço por cima dos ombros e ficou a olhar para mim enquanto subíamos as escadas. E eu queria ter-lhe pedido desculpa por ser tão insensível, queria ter engolido o orgulho e assumido que sinto a falta dele. Queria ter-lhe dito que, foda-se, pode não parecer, mas eu gosto muito dele. O que é que eu disse?

Cresceste!

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domingo, 9 de março de 2014

sem tempo outra vez

Tenho intermédio de matemática terça feira e estou completamente perdida aqui no meio. Mas porque é que eu fui para ciências? PORQUÊ?!

quarta-feira, 5 de março de 2014

é isto

Já não me lembro da última vez em que dormi em condições. Em que me senti bem. Estou confusa, irrequieta, assustada - parece que nada faz sentido. Não consigo ser coerente, não consigo pensar a mesma coisa durante um par de dias seguidos. 

Estou apavorada e a perder a coragem. Tenho medo de me humilhar, tenho medo de me magoar outra vez - e então, recuo quando o que mais quero é atirar-me de cabeça. Neste momento, qualquer uma das hipóteses me parece fatal e eu não sei o que fazer. Não sei mesmo.

Preciso de acabar com isto, mas nem sei por onde começar. E tenho medo do que possa acontecer. Medo de falhar outra vez. Eu não preciso de mais motivos para me odiar.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

didn't work

Esqueci-me de que, dado o teor da conversa que quero ter com ele, só vai resultar se eu exterminar metade dos amigos e meter a outra metade - os poucos não-detestáveis - em quarentena. São piores do que lapas, valha-me deus! E pararem de respirar, não apetece, não?

Lá vou ter de andar eu mais uma  semana com dois blogs. Mother of god.

sou filha do inspetor gadget-fêmea

Ainda estou para perceber como é que ela fez isto mas, ontem, a minha mãe ouviu-me tossir e dois minutos depois estava a dar-me chá com mel. Desconfio que a minha progenitora tem super poderes.

coisas de gajas

Não é bem como se o meu ciclo menstrual fosse da vossa conta, mas acho que devo partilhar a minha dor: nunca fui de fazer contas. Sei que o dito período chega sempre no mesmo dia da semana - sextas feiras, se vos interessar saber -, mas nunca sei em qual.

Ora, o problema é que, como tal, eu não faço ideia se é suposto eu meter-me a jorrar sangue hoje ou na sexta que vem, dia em que, só por acaso, talvez durma com várias pessoas. E uma delas é um gajo.

A minha dúvida é: convido o moisés para o caso de ser preciso separar o mar vermelho, ou peço ao noé que me aloje as criaturas na arca, só por uma questão de segurança?