A principal evidência de que, apesar de consideravelmente alta, eu sou a anã da família é que, quando o banco do condutor está ajustado para mim, mais ninguém se consegue sentar lá sem o chegar (muuuuuuuito) para trás antes de sequer entrar.
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quarta-feira, 16 de julho de 2014
manias
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domingo, 20 de abril de 2014
e eu nem sequer sou pequena
Sempre achei que tinha demasiado ar - e voz - de pita para ser levada a sério, mas começo a ficar ligeiramente preocupada com o facto de, no espaço de uma semana, ter ouvido duas vezes um mas tu estás sozinha?! chocado, ao encontrarem-me relativamente longe de casa e terem percebido que estava de carro.
E eu ainda achava que o pior que me tinha acontecido era terem-me confundido com uma miúda pequena ao telefone e me terem perguntado pelo papá e pela mamã mas, pelo andar da carruagem, qualquer dia mandam-me parar e perguntam-me se eu tenho a certeza de que já não preciso de usar cadeirinha. Haja paciência!
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sábado, 22 de março de 2014
prazeres desconhecidos
Estava chateada que eu sei lá, meio perdida, sem saber muito bem o que fazer da vida, quando, de repente, dei por mim sozinha no carro a cantar grunhir a quem de nós dois, à beira de um ataque de choro compulsivo. Mas correu tudo bem, não aconteceu nada, e fiquei suficientemente bem para dar o mesmo tratamento à story of my life.
Sim. Eu a cantar one direction. Não sei se corto os pulsos, ou se vou ouvir tony carreira, mas tudo bem. É nisto que se torna uma pessoa quando tira a carta.
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sábado, 15 de março de 2014
cinderela e a carta de condução
Estranhamente, aquilo que mais me custou a habituar é ao facto de agora ser eu quem tem as chaves, e ainda acontece ficar a olhar para o carro com cara de parva, à espera que alguém o destranque enquanto as ditas estão perdidas algures no poço sem fundo que é a minha mala.
Mas foi pior ao início, quando nem me lembrava que tinha de tirar a chave da ignição. Hoje, tinha já palmilhado meio quilómetro, quando me lembrei que não o tinha trancado. Ser eu é um bocado triste.
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sábado, 18 de janeiro de 2014
nunca mais bebo na vida
Não bebi muito e estava bem, mas hoje bateu aquele medinho que nunca tinha tido antes, quando dona mommy me mandou conduzir. E isto porque eu nem sei qual é o meu limite - i mean, até onde posso beber sem correr o risco de me tirarem a carta - mas tenho noção de que o que bebi chegava e sobrava para ficar sem a dita. E depois eu não fazia ideia de quanto tempo demoraria a passar.
Tentei tranquilizar-me junto da mãe. Ela começa por dizer que depende do quão forte era o que bebi. Uhmm, vodka. Começamos bem. Depois refere-se ao que comi. Não comi quase nada, nem ao jantar de ontem nem ao almoço de hoje, que foi tudo o que comi até agora. Perfeito. Acrescenta que também depende do que dormi. Que anedota, senhores. Devo ter adormecido às seis e meia e às nove e meia estava acordada. Depois disso, se dormi mais meia hora foi muito.
Breathe in, breathe out. Correu tudo bem desta vez.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
demasiado boa
Eu sou linda e perfeita desde que nasci, mas tenho tendência para ficar ainda mais maravilhosa nas fotos. Sério. Creio que, se daqui a uns milhares de anos alguém encontrar as minhas fotos, vão usá-las como prova de que, não só existe vida noutros planetas, como a terra recebeu uma visita por parte de um desses seres estranhos. Eu, portanto.
Ora, o que se passa é que eu sou um bocado burra. Dois bocados, vá. Inocente que só eu, quando me inscrevi na escola de condução, entreguei uma foto qualquer. Foto essa que havia sido tirada umas semanas antes, numa altura em que eu quase não dormia há uma semana e estava doente. Ou seja, além de ter olheiras até aos joelhos, estava pálida que eu sei lá, com ar de zombie. Tudo ótimo. Claro que atrasada da patrícia nunca se lembrou de que essa ia ser a foto que ia ficar na carta de condução.
Hoje, a dita carta chegou. Graças a deus que a foto é a preto e branco e, do mal o menos, não se nota a minha palidez. Já a cara de quem comeu e não gostou, ninguém me tira. Ainda bem que só tenho de esperar até 2025 para a renovar - muda-se a foto nessa altura, certo?
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
santa inocência
Posso ser detestada por todos, mas devo ser a pessoa mais idolatrada à face da terra por todos os ladrões de carros. Idek, mas entre os 18 anos e boleias e os 3 meses de aulas de condução, nunca precisei de me preocupar muito com o que acontecia depois de se desligar o motor do carro.
Depois da tatuagem nos dedos a dizer esquerda e direita, tenho de pensar seriamente numa a dizer não te esqueças de tirar a chave da ignição, atrasada!
Nunca, mas nunca mesmo, me lembro de que pode ser boa ideia.
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sábado, 23 de novembro de 2013
shameful
Minhas alforrecas ranhosas, consegui chumbar no exame de condução.
É verdade. Muitos tentam, mas muito poucos conseguem tal façanha. Estou tão feliz, sinto-me tão especial!
E se eu estava com esperança de passar? Nem por isso. Mas aceitava ter feito merda da grande, se não tivesse falhado essencialmente em coisas que eu tenho noção de que conseguia fazer na boa. Tipo estacionar. E eu nisso sei que até me safava muito bem.
No exame? Ná. Estacionar só mesmo alterando a configuração de tudo o que esteja num raio de 3 km, porque menos do que isso não, não gosto.
Claro que depois deixei o meu lado de menina e menos de alfredo ernesto vir ao de cima e chorei baba e ranho o caminho todo, o que é só estúpido porque pronto, a vida continua e cenas. Hoje já quase que não me apetece cortar os pulsos, mas ainda estou com ar de mocada.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
unholy confessions
Estou a morrer de medo de ter um daqueles meus ataques de pânico absurdos a meio do exame de condução e, sei lá, o examinador pensar que eu sou desequilibrada e que em vez de o estar a fazer perder tempo, devia ir alugar um quartinho no júlio de matos.
Scares the hell outta me.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
cinderela vai às aulas de condução
O drama, o horror, a tragédia.
A verdade é que eu já nem me lembro da última vez que tive uma aula durante o dia, e um gatito bebé decidiu atravessar a estrada de repente. Desviei-me, e bati em qualquer lugar.
Fiquei aflita que eu sei lá, e a perguntar ao homem se eu tinha atropelado o gato. Em vez de me tentar acalmar, começou-se a rir, a dizer que não, que ele só tinha ficado com os olhos esbugalhados e as tripas de fora. Começo a panicar ainda mais. O instrutor resolveu dizer-me que tinha 8 gatos e que ainda ontem o cão dele lhe tinha morto um. Fiquei horrorizada. Ah, ele só queria brincar, mas trincou-o.
Afirmei repetidamente que adorava gatos, até ele decidir parar.
Afinal, tinha batido numa tampa de esgoto e o gato escapou ileso. Ou isso ou só lhe queimei uma vida e ele anda por aí meio morto, mas mais vale não falar sobre isso com o instrutor. Oh hell.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
cinderela vai às aulas de condução
Eu juro que tenho tentado ser otimista, e confesso que até fiquei toda contente quando, tanto depois de um estacionamento quanto depois de contornar passeios, o instrutor disse que estava ótimo. O problema é que eu continuo com medo de chegar à hora do exame e conduzir tão bem quanto coduzo no gta - sério, sou tão boa que o irmão da patrícia quase me implorou para que eu nunca tirasse a carta.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
ironias.
Passei o dia a coçar o cu. Sério. Tinha intenções de estudar durante à tarde, mas os ventos não estavam propícios a tal, e não só não estudei um caralho como fiz questão de impedir que a patrícia o fizesse.
Para compensar, passaram-me a aula de condução das 18h para as 19h, só naquela de meterem sô dona lontra a mexer o cu, porque cheguei a casa depois das oito e às oito e meia já tinha de estar noutro sítio. Pelo meio, jantei e mudei de roupa. Fantástico.
Agora perguntam - onde foste, lontra? Zumba.
Uma aula de zumba.
Todos os santos músculos do corpo a doer.
Muita vontade de repetir.
É só.
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ironias da vida
Acredito que existam neste mundo muitas pessoas que desejassem ardentemente ficar em casa hoje, mas que não ficaram porque têm aulas. Lá pelo meio dessas pessoas, existe a patrícia. Hoje só vim para a escolinha porque não me apetecia estar em casa, com a desculpa da aula de condução. Claro que a podia ter desmarcado e dormido o dia todo, mas não me apeteceu. Além disso, em casa não ia estudar, e ao menos aqui eu pelo menos tento. Menos mal.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
mas a cinderela está-se mesmo a borrar com o exame de condução e já não pensa noutra coisa
Nunca consegui perceber qual é a intenção de se pendurar metade da casa no espelho retrovisor dos carros. A única função daquilo deve ser fazer uma tentativa frustrada de hipnotizar os passageiros e levá-los para um daqueles países mafiosos para fazer tráfico de orgãos.
Contudo, e não vá o diabo tecê-las, acho que mal tenha um carro, vou comprar um terço e pendurá-lo no espelho, tipo camionista machona. Não sei, mas com a esperança que eu tenho em passar no exame, acho que vale mais ter desde logo como regra número um só transportar pessoas que saibam rezar. Vão precisar.
(okay, just kidding. i'm not that bad)
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cinderela está com medo do exame de condução
Se um amigo meu tiver chegado ao pé de mim e me tiver dito descobri que a minha stôra chumbou três vezes no exame de condução, lembrei-me logo de ti!, devo preocupar-me?
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cinderela vai às aulas de condução
Ainda gostava de perceber porque é que às vezes eu pareço conduzir que nem uma camionista machona com 30 anos de experiência por essas estradas, e outras parece que é a primeira vez que pego num carro. Mas era só mesmo isso, obrigada.
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
breathe in, breathe out
Ainda nem tenho a data certa do exame de condução e já ando a panicar. Tenho tanta esperança de passar que estou a rezar para que me calhe um examinador distraído, daqueles que uma pessoa passa vermelhos, sobe passeios, atropela 8 pessoas e ele no fim sorri e diz sim senhor, conduz muito bem. Passou no exame.
Isso sim, era história.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
cinderela vai às aulas de condução
Escusam de perguntar o dia, mas tenho a dizer-vos que já marquei o exame. Contra minha vontade, como é óbvio, porque sinto-me tão preparada para o fazer quanto para me atirar do topo do empire state, e estou com a incrível sensação de que vou chumbar.
Breathe in, breathe out. Não há santo que me ajude pá.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
cinderela vai às aulas de condução
Para o topo do pódio dos momentos mais deprimentes passados ao volante - e notem que, à parte daquele em que eu pensei ver a minha antiga stôra de matemática na passadeira e ponderei acelerar em vez de parar, não existiu mais nenhum - fica o acontecimento de hoje.
Aquando de uma excursão a casa do instrutor, só para ele ir dar um qualquer recado à mulher, sô dona patrícia, cinderela se preferirem, para isto ficar bonito, fica dentro do carro. Como se não bastasse já ter anoitecido, ainda começa a chover pra caralho, e dona cinderela, com as hormonas completamente descontroladas, começa a sentir uma vontade incontrolável de chorar como se não houvesse amanhã, pelos mais variados motivos. Muitos deles, confesso, bastante ridículos até.
Nisto eu já nem sabia se devia desatar a rir por só me faltar começar a cantar a all by myself - o que, no dia de hoje, teria todo o sentido -, ou tirar a chave da ignição e espetá-la na carótida. Na dúvida, não me mexi. Continuo viva, acho que pode ser bom sinal.
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sábado, 26 de outubro de 2013
cinderela vai às aulas de condução
Ainda não consegui perceber ao certo como é que isto acontece, mas parece que perco a noção da velocidade quando estou a conduzir. Sério. E logo eu, que começo a fritar quando vou com alguém que ande demasiado devagar, ainda estou para perceber que raio de bruxaria é aquela.
A verdade é que uma pessoa tem a sensação de que está a andar muito rápido, mas quando olha para o velocímetro, vai a 40. É triste, bem o sei. Agora, o pior mesmo, é ter a infeliz ideia de comentar isto com uma amiga. Ela ri-se. Ela goza. Ela faz-me pensar no pior cenário possível.
Desde então, sempre que estou a ter aula e vejo uma fila de carros atrás de mim, só consigo pensar numa coisa: eu sou o velho do trator, eu sou o velho do trator, eu sou o velho do trator.
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