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quarta-feira, 16 de abril de 2014

9 de janeiro de 2009

Meu querido rodolfo,

Há muito tempo que tento exprimir os meus sentimentos, mas este nó no meu peito não me deixa. Sei que te tenho magoado, mas enfim... falta de coragem. Só quero que saibas que gosto de ti muito mais do que como um simples amigo. Tudo o que faço é pensar em ti, e quando não te vejo a minha vida não faz sentido. Passei tempo de mais com medo de admitir os meus sentimentos, mas ainda assim tenho esperança que o nosso amor consiga superar isso. O amor e a distância não combinam. Por favor, dá-me mais uma oportunidade. Temos de viver o dia de hoje porque o de ontem é passado e o de amanhã ainda não existe.

Da tua popotinha.

Não me perguntem quem é o rodolfo nem porque é que eu, no alto da inocência dos meus 13 anos, decidi assinar como a tua popotinha, porque eu não sei que tipo de drogas andava a consumir na altura. Mas encontrei composições minhas que são bem capazes de denunciar o meu atraso mental profundo - e a minha tendência para o desastre! - mesmo à mais distraída das criaturas. Agora é só ganhar vontade para as transcrever. Só isso. Só.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

sou um bocado estranha

Ter psicologia no 12º ano foi, possivelmente, uma das piores escolhas da minha vida. Não que não tenha gostado da disciplina em si, mas desde que fiquei a conhecer o amigo freud e o que ele pensava sobre os sonhos, tive a certeza de que sou um ser com perturbações gravíssimas.

Esta noite, sonhei com um amigo do moço que me perseguiu 3 anos - joão, para quem cá anda há mais tempo. Sonhei que ele estava num café da minha rua, onde eu nunca meto os pés mas onde, por acaso, nesse dia tinha decidido ir. E então eu fiz de tudo para ele me ver, porque queria que ele contasse ao joão para o irritar; consegui o que queria. Depois de uma troca de olhares, reparei que ele estava com a avó, e que estava muito chateado a dizer fogo, vó, tu disseste que havia um concurso de peidos e que eu conseguia ganhar!, enquanto a velha respondia eu achei que tu eras capaz.

Voltar a vê-lo vai ser qualquer coisa.

sábado, 12 de abril de 2014

a terceira perna

Não queria ser eu a dizer isto, mas o gajo que decidiu chamar fiambre da perna extra ao fiambre - da perna extra! -, tinha um sentido de humor incrível. Isso ou era demasiado inocente; das três, duas.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

quando eu digo que sou distraída

Como a viagem era curta e não me apetecia andar de malinha atrás, levei a carteira, o telemóvel, as chaves de casa e a chave do carro na mão. Assim que entrei, espetei tudo no colo da patrícia porque não me apetecia assistir ao vira dos meus pertences no tabelier; preparei-me para meter o carro a trabalhar. A chave não estava na ignição, não estava no colo da patrícia, não estava no meu bolso. No meu íntimo, já só imaginava cenários desastrosos e lembrava-me de um livro que li há uns anos onde as coisas que desapareciam misteriosamente nunca mais apareciam, e ai jesus que vai tudo com o caralho porque o carro nem é meu e... fez-se luz.

Abri a porta, tirei a chave do lado de fora e meti-a logo na ignição antes que a metesse noutro sítio qualquer. 
Vou ser gozada para todo o sempre.

triste que só eu

Gostava de me poder orgulhar de ser daquelas pessoas que parecem ter um talento inato para desempenhar qualquer tarefa, mas tal não acontece. Estão a ver aquelas personagens nos filmes a quem tudo acontece, que fazem tudo tão errado que só dá para rir? Yup, that's me.

Ao fim de quatro meses de carta, ontem foi a primeira vez que tive de meter combustível sozinha. A primeira vez que me coube a mim posicionar o carro de forma a chegar com a mangueira ao depósito - não parece difícil, mas deu pano para mangas. Isto porque, de certo, a inteligência não é o meu forte e, com o medo de deixar o carro a três quilómetros da bomba, esqueci-me de que iria precisar de espaço para meter os pés entre a dita e o veículo. O resultado? Tive de subir para aquele degrau onde estão as mangueiras para conseguir abastecer, o que teria sido uma excelente ideia se se tratasse de um camião, mas não quando estamos a falar de um ligeiro. E lá estava eu, de mangueira em punho, muito cheia de mim, toda orgulho, de cu para o ar. Repito: de cu para o ar.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

na alegria e na tristeza...

Ao telefone com a patrícia, uma a deprimir de cada lado, envio-lhe uma foto com um grupo de gajas:

(...)
- estás a ver a de cor de rosa? - tratava-se de uma gaja obesa com cara de homem, assim bem parecida com a imagem que eu tenho da padeira de aljubarrota - disseram-me que é grande puta...
- AQUILO TEM SAÍDA?


... até que a morte nos separe.

gente boa

Por motivos que agora não importa revelar, ontem estive a falar mal de alguma coweguinhas do sexto ano com uma das únicas pessoas com quem continuo a falar desde essa altura - e acabámos, inevitavelmente, a falar daquela bola que sempre teve a mania que era mais do que os outros, sempre toda pirosinha, sempre toda cheia de si, mas que agora está uma bola, feia pra caralho, e ainda não reparou. Pois que quase cuspi as minhas próprias vísceras quando a dita mocinha se sai com um a única coisa que me lembro é que ela, no sexto ano, já depilava a zona toda e pintava as unhas. Nunca me passou pela cabeça odiá-la por ter a parreca depilada aos 11 anos mas... why not?

segunda-feira, 31 de março de 2014

vítima de bullying na minha própria casa

Durante uma conversa com wild mommy em que lhe revelei as minhas intenções de vir a dançar no varão ou a limpar sanitas, acabei por referir que não me importava de trabalhar na disneyland, nem que fosse a limpar sanitas, ou a ser paga para me vestir de princesa. A resposta?

Queres ser um travesti?

Como é que eu lhe conto que sou uma gaja?