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sábado, 12 de abril de 2014

outro rival da afrodite

Deixei de deprimir com as fotos que vejo no fb no dia em que vi as fotos de um rapazinho que tem explicação comigo; pele perfeita, sem uma única mancha, ar adorável. O que ninguém conta é que, ao vivo e a cores, o moço é todo bexigoso e tem mau hálito.

O meu mal é ser pobre e não tirar fotos em agências todas xpto, porque está mais do que visto que o photoshop é o melhor anti-borbulhas do mercado. Não há cu que aguente!

apedrejem-me

Não fui à viagem de finalistas. Nem no ano passado, nem este ano; não fui. Apesar de me parecer que os bosses cá de casa não me deixariam ir, certos de que me atiraria de uma varanda a meio da noite, posso dizer que foi uma escolha mais minha do que deles, porque realmente nunca tive um pingo de vontade de gastar à volta de 500, 600€ - contando já com o que acabaria por gastar por lá - numa semana. Não assim.

Não digo que seja mau, não digo que não acabasse por ser memorável, mas acho um exagero tendo em conta que se faz pouco mais do que beber e curar a ressaca a tempo de voltar a beber, and so on. Se o único intuito é beber até cair, posso resolver o assunto com cinco litros de vinho a martelo, comprado no lidl, e ir dançar nua para o meio da rua, que sempre sai mais barato e entretém os vizinhos.

E sim, shame on me, preferia mil vezes mais uma viagem que investisse na cultura, que visasse visitar museus e monumentos, do que derreter imenso dinheiro aos meus pais só para passar uma semana a sair à noite enquanto tento experimentar a sensação do coma alcoólico. Sou um bocado chata, sei.

a reforma de afrodite

Depois de uma longa meditação, concluí que há uma nova deusa da beleza, capaz de transformar qualquer camafeu numa pessoa bonita, mas que insiste em deixar o seu cunho pessoal no canto da foto, assinando retrica.

Não se iludam porque, segundo um estudo realizado por mim, 98% das pessoas que tem fotos dessas, parecem bonitas mas 94,6% são portadoras de uma beleza algures entre a estimada betty grafstein e a belle dominique.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

wondering

Há mulheres que comem a própria placenta, e mulheres que compram a placenta de outras mulheres para comer. A sério, ter um monstrinho de berço já não é nojento que chegue?

terça-feira, 8 de abril de 2014

um par de dst's a todos eles

A eterna guerra dos sexos sempre foi coisa para me fazer um bocado de comichão. Há diferenças entre homens e mulheres, mas no final das contas somos todos a mesma coisa e já vai sendo hora de pararem com as queixinhas do período e das dores do parto contra a sensibilidade dos testículos e a barba e o caralho. Bom, mas em relação a mijar de pé eu concordo que estamos em desvantagem porque, pelo menos eu, sou incapaz de mijar fora da sanita sem acabar de pés lavados. Sou uma princesa, portanto.

Mas o post não é sobre as minhas preferências na hora de fazer xixi. O post é porque nos últimos dias tenho ouvido várias opiniões sobre a traição e não podia estar mais chocada com as respostas que tenho ouvido. Choca-me sobretudo que, em pleno século XXI, tenha ouvido diversas mulheres justificarem a traição dos homens com um ahhh, as mulheres hoje em dia são umas oferecidas e os homens têm necessidades que nós não temos

A sério? Então deixa ver se eu percebi: se uma mulher trair, ela é uma puta; se um homem trair, a puta é a mulher com quem ele esteve. Excelente. Nem percebo como é que não espetam uma alínea na constituição para deixar declarado por lei que as mulheres são as putas, aconteça o que acontecer. E outra para deixar bem claro que os homens têm necessidades, e portanto têm direito de enfiar a pila onde bem lhes apetecer sem dar satisfações a ninguém. Necessidades.

Como é que alguém ainda pode pensar assim? Como é que ainda há mulheres que se deixam humilhar a este ponto? Mas como?