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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

este mundo continua a ser feito de batalhas

Eu enervo-me, barafusto, encho-me de raivinha dos dentes e tenho vontade de perguntar a meia dúzia de criaturas em que caixa de cereais é que encontraram a carta de condução, mas não adianta: as pessoas vão continuar a achar que aquele tracinho que é suposto servir de limite para parar antes da passadeira é um parque de estacionamento.

Seguem a lógica dos gatos: if it fits, i sit. E porque não? Para quê guardar 5 metros antes? Oh, oh, só o desperdício de espaço.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

chateei-me

É normal não se gostar de toda a gente - o que não é normal, a meu ver, é não se gostar de pessoas à partida por pertencerem a um determinado grupo. Porque são ciganos, porque são pretos, porque são chineses, porque têm uma pila no meio da testa. Porque toda a gente sabe que aquela gente é de má rés e que mais vale fugir antes que acabemos a sangrar num beco, enquanto alguma dessas temíveis criaturas foge com os nossos rins dentro de uma geleira.

Podia ser boa ideia, pelo menos por um dia, as pessoas compreenderem que há pessoas boas e pessoas más e que isso não é necessariamente intrínseco à origem delas. E sim, eu também já agarrei a carteira com mais força quando passei por alguém, também já atravessei a estrada para não me cruzar com uma pessoa que, à primeira vista, não me inspirou confiança nenhuma. Às vezes são ciganos, são pretos, são chineses. Outras vezes são não-ciganos, são não-pretos, são não-chineses. Espantem-se: às vezes também me assusto com pessoas normais, pessoas branquinhas, pessoas de raça pura, pessoas que têm o direito de serem chamadas pessoas; toda a gente sabe que o mesmo não acontece com os tais já anteriormente referidos. Isso não é gente, é escumalha. É lixo. 

Podia ser boa ideia ouvirem-nos, pelo menos por um dia. Podiam, sei lá, questionar-se se não será o comportamento baseado num preconceito que acaba por gerar reações que servem para aumentar esse mesmo preconceito - é muito bonito dizer eles são isto e aquilo, mas são-no porquê? Digo isto porque ontem assisti a uma cena que me enojou.

Uma cigana, de meia idade, dirigiu-se à mulher da caixa para trocar uma moeda de 2€ por duas moedas de 1€, para poder usar um dos carrinhos. E eu vi a forma como a cigana falou; a mulher desfez-se em simpatias, falou calmamente, sempre a sorrir. Juro que a mulher foi adorável - enquanto a da caixa se limitou a responder-lhe mal e a mandá-la ir procurar a outra. Como se fosse um grande drama.

Se todo o mal do mundo viesse de ciganos ou de qualquer outra raça, acho que seríamos todos mais felizes. Mas não - gente má também veste smoking e vai trabalhar de pastinha debaixo do braço. Outras vezes, vestem o uniforme do pingo doce e limitam-se a mostrar as cabras mal fodidas que são - mas, não se enganem, elas estão por todo o lado.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

highway to hell

Como é que é suposto levar a páscoa a sério, mais a história da morte e da ressurreição de jesus, se não há nem nunca houve uma data fixa para a comemorar? Apedrejem-me, mas para mim a páscoa só é sinónimo de engordar como, de resto, acontece durante o ano todo. 

terça-feira, 11 de março de 2014

reflexões de uma mente perturbada

Mentimos todos quando dizemos que não temos papas na língua, que dizemos tudo a toda a gente sem medo - claro que é mentira. E falo na pele de alguém que tem tendência para se desbocar e ser demasiado sincera nos piores momentos: ainda assim, é óbvio que deixo muita coisa por dizer.

Há sempre uma palavra que tememos, uma conversa de que fugimos. Algo que não queremos dizer porque temos medo, ainda que nos pareça impensável assumi-lo a nós mesmos - logo nós, tão bons nesse jogo da verdade, tão donos de nós mesmo, tão capazes de tudo. Acreditem em mim, fica sempre alguma coisa suspensa, uma frase que se nos fica entalada na garganta durante dias, meses, anos se preciso for, mas continuamos a preferir asfixiar-nos no orgulho do que deixá-la sair.

Outra das coisas que parecemos não perceber é que só somos bons a reclamar, a dizer que não gostamos, a injuriar - se for para elogiar, para dizermos que gostamos, encolhemo-nos no nosso canto e passamos a palavra a outro, umas vezes por cobardia, outras por pura inveja. Mas isto são pormenores irrelevantes de que ninguém quer saber; se perguntarem, diremos que não nos arrependemos de nada, que sempre assumimos o que pensávamos e sentíamos a toda a gente, sem medo de julgamentos e que está tudo bem. É mentira, mas ninguém precisa de saber.

segunda-feira, 10 de março de 2014

oh lord

Ainda não vivi tempo suficiente para perceber como é que uma coisa destas acontece. A sério que não. Como é que é possível deixarem um animal chegar a este ponto? Geez.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

#chateada

Porque é que eu acho que este berg se vai tornar assim beeeem insuportável, ao nível do tony carreira?
Daqui a um mês está a participar no somos portugal. Ora foda-se. Mariana ftw!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

sem nada a acrescentar

Hoje, voltou a instalar-se a discussão, desta vez numa aula, sobre a lei da co-adoção. E o drama é o do costume - ah, que ninguém ia gostar de ter dois pais ou duas mães e as criancinhas ficam revoltadas and so on. As mesmas desculpas ridículas, portanto. 

Isto porque, pensei eu há uns meses, que esta teoria de que as crianças acabariam por sofrer de bullying se fossem forçadas a dizer que o pai se chama antónio e a mãe ernesto, até tinha um certo fundamento. Depois pensei melhor; foda-se, eu preferiria crescer num orfanato, a ser tratada como mais uma ranhosa sem amparo, ou no seio de uma família homossexual? Não precisei de pensar duas vezes para descobrir a resposta. 

Quer parecer-me que nem é bem nas crianças que esta gente pensa quando teima em proibir a adoção de crianças por parte de casais constituídos por pessoas do mesmo sexo; creio que a ideia é só tentar travá-los, mostrar-lhes que nunca terão o direito a uma vida normal e que, se querem mesmo ter filhos como os outros, o melhor é entrarem nos eixos e gostarem do sexo oposto como toda a gente. E, cada vez mais, esta ideia revolta-me - não por fazer parte da comunidade gay, mas por ser incapaz de compreender em que medida me deveria afetar o facto de haver mulheres que gostam de mulheres e homens que gostam de homens. Ou, mais do que isso, revolta-me que tentem contrariar sentimentos, obrigar a escondê-los, porque é indigno gostar-se de algo que fuja à regra. Mas não é mais ou menos a mesma coisa do que gostar-se da gaja gorda com quem todos gozam? Ou do gajo feio e estrábico para quem ninguém olha? Não entendo o drama. 

E se as crianças forem gozadas, que sejam. Não sei em que mundo vivem, mas pelo menos naquele que eu conheço, as crianças são gozadas por tudo e mais alguma coisa; por serem altas, por serem baixas, por serem magras, por serem gordas, por serem burras, por serem inteligentes. Por existirem, vá. Limitar a vida dos homossexuais não vai acabar com isso. Vai contribuir para que o preconceito continue, vai dar aso aos retrógrados para que continuem a sê-lo. Afinal, o mundo quer-se é como deus nosso senhor o criou. Só não entendo é como é que não andamos todos nus a comer o que as árvorezinhas dão, mas quem sabe se não cortaram da bíblia o capítulo em que deus era dono de uma loja de roupa e criou a internet, para ficar mais pequenina. Se assim for, estão à vontade para julgar os gays. Caso contrário, deixem-se de merdas, leiam a teoria da hospitalidade do spitz e entendam que viver num orfanato não é, de todo, preferível ao amor de um casal. Seja ele quem for. Mas, sobretudo, deixem-se de julgamentos e párem de  fazer com que ainda existam pessoas que, com medo de estarem erradas, de parecerem erradas, varrem os sentimentos para debaixo do tapete.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

mãe querida, mãe queridaaaaaaa

Uma das coisas que mais me enerva no spotify é aquela mania de me parar entre duas músicas para passar uma publicidade sem jeito nenhum, como aquela em que me informa que posso, afinal, escolher uma private session para ouvir a música que me apetece sem que nenhum dos meus seguidores venha a descobrir. Sim, sim. O meu guilty pleasure é ouvir ágata enquanto estudo.

domingo, 5 de janeiro de 2014

é tudo

É preciso que se note que eu não tenho nada contra o eusébio, muito pelo contrário; apesar de não ser a adepta mais ferrenha e mais atenta, sempre fui do benfica - e que não fosse; clubismos são dispensáveis quando se trata de falar do melhor e o eusébio, de certa forma, meteu portugal no mapa a fazer aquilo que mais gostava. O que me irrita é só se lembrarem dos grandes feitos quando as pessoas morrem. 

Morre o paul walker - ahh, o do velocidade furiosa! Passava na tvi aos domingos antes daquela praga de música pimba! Não conheço mais nada dele, mas era gostoso, bota uma frase dele no fb porque era a fã número um, omg, que perda enorme.

Morre o mandela - ahh, era aquele preto que só queria a paz! Omg, que homem bom, bota uma frase no fb porque ele era uma excelente pessoa.

Morre o eusébio - ahh, era o preto que jogava bem à bola! Omg, e agora que vai ser de nós, bota uma frase do homem porque morreu um icon nacional.

Não sou de intrigas mas, no caso de nunca repararem, antes destas pessoas morrerem, estavam vivas! É, eu compreendo que seja um choque, tendo em conta que acredito que haja por aí muito boas almas que descobriram hoje quem era o pantera negra apesar de fazerem parte da massa do RIP EUSÉBIO, BATES FORTE CÁ DENTRO, CARALHO! E isto é, essencialmente, ridículo e roça a falta de respeito para com aqueles que sempre o idolatraram realmente. Pessoas que gostaram dele em vida, e não porque, no dia da morte do gajo, se aperceberam de que ele nos deixou portugal bocas do mundo, da mesma forma que o tão adorado ronaldo faz. Ou talvez mais até.

sábado, 21 de dezembro de 2013

lamento

Não quero meter veneno ou assim, mas coisas como chubby girls are hot too não são mais do que uma manobra para chamarem a atenção. É muito bonito dizer isso, mas quero ver um gajo a olhar para uma miúda gordinha.

(e se, além de gorda, também for feia, sintam-se à vontade para me chamar. quero ver esse milagre a acontecer e sou a melhor pessoa para o testar. ainda pagava para ver alguém a interessar-se por um trambolho tipo eu.)

sábado, 22 de junho de 2013

desculpem lá a inocência

Eu por acaso até acredito que uma depressão se cure mais depressa com abraços e palavras bonitas do que a correr de psicólogo em psicólogo, e psiquiatras e medicamentos e quês. Acho mesmo que às vezes tudo o que as pessoas precisam é que, mais do que dizerem, lhe mostrem que tudo vai ficar bem. Por isso, não me venham falar mal daquele texto que se tornou viral nos últimos dias. Se é do brad pitt ou não, não sei e pouco me importa. O que eu acho é que quem pensa que os medicamentos curam tudo, deve ter uma vida muito infeliz.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

a revolta

Como se já não bastasse a moda do sou bissexual e adoro, porque pronto, somos todos muito open minded e o caraças, ainda temos aquela mania do és uma princesa, sou uma princesa, tratem-me como a princesa que sou, só pareço uma puta para confundir

For god's sake. Depois venho eu, o trambolho a tender para a labreguice, dizer que até vivo muito bem com a minha condição de gata borralheira mal criada, porque pronto, não há cá paciência para fazer de boneca. Deixem-me que vos diga que sou uma desgraça. Ligo tanto a roupas e a modas quanto ligo ao que o claúdio ramos diz, e se me disserem que agora está na moda andar por aí com barbatanas, eu até sou capaz de acreditar. Já para não falar nas unhacas, pintadas com - espantem-se - um verniz que a minha avó me deu, já lascadas porque também não mora cá paciência para andar sempre de unhas perfeitas. E se pensam que eu me importo minimamente com isso, desenganem-se. Se eu fosse uma lady, não podia mandar toda a gente para o caralho porque parecia mal. 

Assim olhem, aguentem-se comigo, labrega, mal educada e com os palavrões sempre a querer saltarem-me da boca. Lamento.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

boa, patrícia!

Se calhar já estava na hora de eu entender que 6 da manhã não é, de todo, uma boa hora para me deitar, especialmente quando sei que sou retardada, muito retardada, e que devia, sei lá, isolar-me do mundo aí por volta da meia noite, só naquela de não causar danos de maior. Ou então, comprar um bilhete de ida para o cazaquistão e perder-me por lá. Oh deus. 

Foda-se, foda-se, foda-se, foda-se.

sábado, 1 de junho de 2013

maria patrícia

Estou sem paciência para nada, a começar pelas pessoas. Vá, isto já não é novidade. A parte maravilhosa é que - taaaa daaaam - estamos finalmente no grande mês dos exames. Oh, a alegria. E o melhor mesmo é a minha vontade de estudar. Não, não tem mal. São só 4 exames, e até podemos fazer de conta que a probabilidade de eu passar em dois deles não é tão grande quanta a de eu fazer uma serenata a tocar concertina, completamente nua, às 4 da manhã ao presidente do tibete. Não, eu não sei porque me lembrei disto. Só não me apetece estudar. Nada mesmo. Estou desconcentrada pra caralho, tenho sono e não consigo dormir e apetece-me aniquilar a humanidade.

E pronto, é isto.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

estou amuada

Eu até posso perceber tanto de futebol quanto de astronomia, - e verdade seja dita que o caneco não me ia fazer mais feliz, mas benfiquista que é benfiquista, viu o jogo - mas foda-se,até assim eu tenho a plena consciência de que o benfica foi bem melhor do que o chelsea. Ainda assim, perdemos outra vez na merda dos descontos. Depois revolto-me, claro que me revolto.

É uma conjuntivite em cada olho e uma caganeira descomunal para cada jogador do chelsea. Obrigada.