quarta-feira, 8 de outubro de 2014

1, 2, 3

Nunca gostei de me prender ao passado durante mais tempo do que o estritamente necessário. Na realidade, não gosto de me prender a nada que não me desperte a mínima paixão - e este blog já não me fazia sentido porque podia já contar tantas histórias quanto eu. Coisas de que nenhum de vocês se deu conta; guardava capítulos inteiros sobre pessoas que já nem fazem parte da minha vida.

Apercebi-me de que mudei completamente, e ainda estou a tentar descobrir quem sou agora - a única certeza é a de que já não sou a mesma e o passado é-me mais indiferente do que nunca. Foi por isso que despi este blog e me decidi a recomeçar do zero como quem muda de casa. Tenho tudo guardado onde ainda posso ler mas duvido que o faça. Não quero pensar em nada que tenha acontecido há mais de cinco minutos, quero organizar-me antes de voltar para ficar. Quero perceber que é que quero ser a seguir.

O presente é aqui e agora - e o futuro pode começar aqui também. Porque não? Recomecemos.

o bom também se aponta aqui

O meu pc avariou e eu andava meio em pânico porque tem sido um drama para o arranjar - entrou um rapaz, que pelos vistos era suposto eu conhecer mas nem sequer me lembro da cara dele, no café e ouviu-me a falar com a outra rapariga que lá trabalha sobre o preço exorbitante que me pediram pelo arranjo, quando era possível fazê-lo por metade do preço. Ofereceu-se para ajudar.

Passou horas à volta do bicho, tem sido incansável e não me deixa pagar-lhe nem à lei nem à bala. Não sabia que ainda existia gente assim - mas, verdade seja dita, até tenho medo de acreditar em tanta bondade. Isto já é tão raro, geez.

nem sei se ria ou se chore

Afastou-se porque não lhe sou indiferente? Epá, não. Isso segue a mesma lógica do marido que bate na mulher porque a ama; não faz sentido nenhum. Nenhum mesmo. Ainda não é esta verdade que me preenche as medidas, e eu sou chata porque não abdico dela.