terça-feira, 2 de dezembro de 2014

oh deus

Uma das lições mais importantes da minha vida mas que eu teimo em não aprender é a de que tudo, rigorosamente tudo, tem como piorar. Ora, a juntar à minha má disposição provocada pela vontade de bater insistentemente com a cabeça na parede e depois atirar-me ao mar enquanto espeto um objeto pontiagudo na carótida, juntou-se um vírus qualquer. Boa. Muito boa.

isto sou eu perturbadíssima

Sempre me fez uma certa confusão aquela velha mania, comum a quase todas as gerações, de, sempre que alguém tem um menino e uma menina, dizer tens um casalinhooo! Talvez isto seja a minha mente maldosa a dar de si, mas parece-me sempre uma promoção barata e doentia ao incesto - como assim, são um casalinho? Há qualquer coisa nisto que me soa estupidamente errado. 

Estão a imaginar o que é que seria se gémeos falsos, vulgo, um casalinho do mais puro e antigo que há, decidissem escrever nos seus votos de casamento qualquer merda tipo desde o útero que sou completamente louco por ti? Ou, pior ainda, se fossem mais longe e dissessem lembro-me de que foi ainda na uretra do pai, enquanto corríamos a toda a velocidade, que eu olhei para ti e percebi que eras o tal. Soa mal, pois tá claro!