Eu digo que sou pouco menina e coise e tal mas, oh hell, um vestido que tenha estampado o primeiro capítulo do harry potter e a pedra filosofal é passível de ser usado até por um gajo, não é?
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
orgasmos cerebrais múltiplos
deixem-me que vos fale de
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
devaneios
[não é amor, porque eu acredito no amor nem tive tempo para te amar. não quis ter tempo. mas estive a pensar e acho que já não estou chateada contigo por aquilo que me fizeste porque estou muito mais chateada comigo mesma por aquilo que nos fiz. tu és incrível. perdoa-me, mas sempre te achei demasiado para mim; és a pessoa mais incrível que eu algum dia conheci e, quanto mais penso nisso, quanto mais me lembro de tudo o que já fizeste, de tudo o que queres fazer, mais me apercebo do quão enorme tu és, do quanto tu mereces o mundo, do quanto eu gosto de ti. e do quanto é altamente improvável que, podendo ter o mundo, me fosses escolher a mim. logo a mim, que não tenho nada para te oferecer. desculpa, não sei se acredito nisto, mesmo com todas as provas. mesmo com o mundo a conspirar a nosso favor. como posso ter eu remado contra nós? tu és incrível. já disse? ah, mas digo outra vez: tu és incrível e eu tenho pena de não me ter permitido a ver isso a tempo de não te ter deixado escapar. e o pior é que, no fundo, eu sei que não posso ir embora já, que ainda te posso tentar recuperar, mas o meu orgulho não deixa porque nunca fui atrás de ninguém. estou cansada de ir atrás, percebes? mas eu gosto tanto de ti, que te perdoo o mal que me fizeste pelo mal que te fiz. desculpa-me. desculpa-me e deixa-me dar-te o abraço que te neguei naquele dia - não te contei, mas assustei-me. fugi-te porque me assustei com a tempestade que se tinha levantado no meu peito. não era suposto, juro que eu não queria, mas já gostava de ti nesse dia. desculpa não ter sabido dizê-lo. desculpa ter-te deixado ir. e eu prometo tentar não fugir outra vez, prometo tentar ficar - mas se eu não conseguir, puxa-me. puxa-me para ti e não me soltes mais; dou-te mil e uma oportunidades, desde que alguma te faça voltar. prende-me a ti. juro que nada me fará mais feliz.]
deixem-me que vos fale de
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terça-feira, 15 de abril de 2014
e com um casal ao pé
Eu sei que não tenho muito amor à vida quando dou por mim no comboio, sozinha, a ouvir adele. Eu. A ouvir adele no estado em que tenho andado. Oh, i daaare you to lemme beeee youuur one and oooonly. Isso.
deixem-me que vos fale de
música,
não é um bom dia,
paixões
domingo, 13 de abril de 2014
late
De todas as coisas que te queria dizer neste momento, julgo que escolheria simplificar e pedir-te desculpa. Desculpa - é a palavra que mereces ouvir. A palavra que tantas vezes me saiu da boca, mas nunca pelas razões certas. Eu devia ter percebido antes. Devia ter compreendido.
Passei meses a admirar-te em segredo, num segredo profundo que não ousava contar a mim mesma, incapaz de assumir que tu és realmente incrível, que és a melhor pessoa que alguém pode querer ter por perto. Continuei a dizer a toda a gente que eras um excelente amigo mas que não passavas disso, que eras como um amigo gay. Juro que ainda não sei como consegui passar meses a ignorá-lo, como consegui ignorar cada batida mais forte, cada momento de ansiedade quando sabia que ia estar contigo. Passei meses a fazer de conta que não sentia nada, só por achar que não era natural sentir algo tão forte por outra pessoa que não o joão. E deixei-te ir por isso. Não, fiz pior do que isso - obriguei-te a ir.
Ainda me custa acreditar no que te fiz. Ainda me custa crer que, inconscientemente, tudo isto tenha sido causado por mim. Nunca te quis afastar - soube-o no dia em que te começaste a afastar. No dia em que soube que fui eu quem te afastei com o tempo - achei que não querias saber, achei que não era importante para ti, mesmo com todas as provas em contrário. E era tudo tão fácil, tão natural, quando eu estava contigo, que nunca me vou perdoar por te ter largado a mão enquanto o abismo se formava entre nós. Eu devia ter-te puxado. Devia ter sabido dizer-te que te queria ao meu lado. Não disse; deixei-te ir, e agora não voltas mais.
Desculpa. Desculpa se não te soube ouvir com a atenção necessária para perceber o que estavas a dizer, por não ter percebido na altura o que se estava a passar. E, sobretudo, desculpa por me ter obrigado a passar-te para segundo plano, a fazer de conta que o que sentia por ti era só admiração por aquilo que és. Desculpa por nunca te ter sabido mostrar o quão importante és para mim - mas eu tenho sentido a tua falta todos os dias. E, mesmo agora que o que restava da nossa amizade parece querer morrer, posso dizer-te que me fizeste bem como nunca ninguém me tinha feito sentir antes. Obrigada por isso. Obrigada por teres entrado na minha vida, e desculpa por eu não ter sabido manter-te nela.
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não é um bom dia,
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
e agora?
Ter noção de que a culpa é toda minha, é horrível. Horrível e reconfortante ao mesmo tempo - se fui eu que fiz, também devo conseguir desfazer, não é? Talvez não. Talvez já não. Ou talvez não já. Mas vou tentar... ou já tentei.
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
estranhamente, é de gente assim que eu gosto
Assim que soube que uma amiga comum ia estar hoje com o rapazinho, uma das três únicas pessoas que sabem da história toda, pedi-lhe um trilião de vezes que não lhe dissesse nada porque não fazia sentido arrastar outras pessoas para isto - mas por mais que tenha implorado, que lhe tenha mandado mais uma mensagem hoje só para ela não se esquecer de que eu não queria, de todo, que ela falasse, ela falou.
Não consegui ficar chateada com ela porque, no fundo, sempre soube que ela o faria - estava quase tão chocada, revoltada até, quanto eu. Mas, mais uma vez, ele conseguiu desiludir-me. Mais uma vez, conseguiu magoar-me.
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terça-feira, 8 de abril de 2014
still don't know how
[faz hoje um mês. odeio este meu lado que parece ter uma tendência enorme para lembrar tudo o que devia estar mais do que esquecido - mas é-me impossível não pensar que faz hoje um mês que eu descobri. ou desconfiei. antes não tivesse acontecido. nem eu vos saberia dizer como é que fui capaz de não perceber que havia algo de errado no meu peito de cada vez que ele se aproximava, de cada vez que ficávamos sozinhos, de cada vez que falávamos sobre nada. não sei como não percebi logo que todo o meu entusiasmo à volta de ir passar a noite com ele era muito mais do que amizade - mas, se calhar, se não tivesse havido um contratempo que arruinou tudo e ele acabou por não ir, ainda hoje acharia que era apenas isso mesmo. mas não era. descobri-o nessa noite, faz hoje um mês. estava tudo bem até ter ouvido a voz dele ao telemóvel a dizer que não podia ir - sinceramente, quase me apeteceu chorar. fiz de conta que era só raiva por ele não ter dito antes, mas era bem mais do que isso - estava desapontada porque eu o queria lá. e passei a noite inteira a pensar nele; se ele tivesse ido, ter-se-ia sentado ao meu lado ao jantar. se ele tivesse ido, teria ocupado a cadeira ao meu lado no cinema. se ele tivesse ido, teria passado o filme todo encostado a mim no sofá. se ele tivesse ido... teríamos dormido juntos. quase não preguei olho a noite toda. fiquei tão assustada quando percebi o que estava a sentir, que demorei quase duas semanas a contar a alguém. e daí para cá, tem acontecido tudo tão depressa e, ao mesmo tempo, parecem ter passado mil anos - custa-me a crer que só agora tenha passado um mês. pudesse eu voltar atrás, pudesse eu ter descoberto a tempo ou não ter descoberto de todo. não sei o que aconteceu, não sei como aconteceu, mas agora parece que só resta dor, que só resta arrependimento, desapontamento. a culpa é minha desta vez. a culpa é toda minha. tivesse eu percebido antes.]
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paixões
sábado, 5 de abril de 2014
só para que saibam
Eu gostava mesmo de conseguir escrever alguma coisa de jeito, de ser menos deprimente e de não estar constantemente a informar-vos da minha vontade de arrancar o meu próprio fígado, cozinhá-lo e dar aos 8 gatos a quem costumo encher o bandulho, mas as coisas andam mesmo más pelo meu lado. Tão más que me vou enfiar na cozinha, fazer bolos, bolinhos e todas as coisas boas que engordam, para daqui a algumas horas poder vir chorar também por ser uma lontra obesa que só pensa em comida, porque já não há cu que aguente ver-me a choramingar por um gajo.
Inté.
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sobre mim
sexta-feira, 4 de abril de 2014
um amigo meu
Percebeu que eu não estava bem mas não queria falar - deu-me a mão e ficou a fazer-me festinhas com o polegar.
Naquele momento, soube-me pela vida, mas trouxe-me ainda mais saudades do tempo em que eu tinha essa relação com o tal amigo de quem acabei por começar a gostar - mas eu arruinei tudo. Passou tão pouco tempo e parece que foi há mil anos. É bem feita para mim, a ver se aprendo.
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já mal abro os olhos
Gostava de me poder orgulhar de não estar com umas olheiras até aos joelhos e com a sensação de que vou adormecer a qualquer momento, porque tenho explicação daqui a meia hora e não me posso dar a esses luxos.
Passei a semana inteira a queixar-me de que estava cansada e precisava de me deitar cedo um dia para dormir como deve de ser - mas com isto tudo do rapazinho and so on, passo o dia cheia de sono mas à noite meto-me a deprimir e durmo cada vez menos. Pior do que tudo - nem escrever me tem apetecido. Nem falar. Mas mato-me ou suicido-me?
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acontece,
não é um bom dia,
paixões,
sobre mim
o macho e a tpm
Gaja que é gaja sabe que pode estar a ter o mês mais calmo de sempre mas, quando chegar a semana em que o pequeno demónio da tpm a possui, tudo o que puder acontecer de mau, acontece. Todas as tragédias e cataclismos sucedem naqueles dias do mês em que uma gaja fica capaz de chorar com o anúncio do papel higiénico - conseguem imaginar o meu estado neste momento?
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acontece,
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não é um bom dia,
nem cheguem perto,
paixões
mas afinal o que aconteceu depois?
Ele não só não me respondeu à mensagem, como fez questão de fazer de conta que nada se tinha passado. Sentou-se ao meu lado, conversou com duas amigas minhas enquanto eu me fazia de distraída com a televisão, segundo dizem, passou o tempo todo a olhar para mim - mas, assim que ficámos sozinhos e, supostamente, tinha chegado a altura de conversarmos, levantou-se e foi ter com a puta.
Foi isto que aconteceu. Foi isto que me deixou tão magoada. Podia ter esperado isto de toda a gente, menos dele.
deixem-me que vos fale de
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paixões
quinta-feira, 3 de abril de 2014
okay okay okay
[digamos que me descontrolei. digamos que lhe mandei um testamento durante a noite onde dizia tudo aquilo que lhe devia ter dito há meses. digamos que estou a escassos minutos de o ver e que não podia estar mais nervosa. o que é que eu fui fazer? porque é que eu não sei estar calada?]
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paixões,
porquê a mim?
terça-feira, 1 de abril de 2014
o rebentar das águas
Não sei ao certo porquê, mas quando estava com o rapazinho comecei a ficar com umas dores de estômago insuportáveis e com a sensação de que lhe ia vomitar em cima a qualquer momento - fiz questão de lhe dizer isto, vejam só o meu nível de romantismo. E entretanto ele passou o resto do tempo a sugerir-me que fosse beber um chá, enquanto eu continuava a apertar o meu ventre proeminente e lhe dizia que não era preciso. Não era preciso o caralho. Estava mais inchada do que a tia marge quando sai a voar pela janela, mesmo ao estilo de MEU GRANDE ESTÚPIDO, EU NÃO QUERO É SAIR DAQUI, PREFIRO FICAR ARMADA EM CONTORCIONISTA AO TEU LADO DO QUE IR A REBOLAR ATÉ AO BAR E ESPERAR QUE ALGUÉM ME FAÇA PASSAR AS CONTRAÇÕES LONGE DE TI. Foi triste e doloroso.
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about a guy,
acontece,
paixões,
porquê a mim?,
sobre mim
gostava que fosse mentira
Estivemos sozinhos durante uma hora, em que eu estive a tentar tomar balanço para lhe contar. De vez em quando, passavam por lá pessoas - e ele perguntou por ela, pelo banco de esperma, duas vezes. Apeteceu-me fugir, mas também me apeteceu ficar. E, quando finalmente comecei a ganhar coragem, parece que toda a gente decidiu chegar e nunca mais ficámos sozinhos.
Não consigo fazer isto. Achei que conseguiria, mas não dá. E de cada vez que o ouço dizer o nome dela... ahhhh.
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paixões
segunda-feira, 31 de março de 2014
breathe in, breathe out
[tenho medo. quero que seja hoje, quero que não doa, quero dizer tudo de uma vez. estou cansada de ficar calada a remoer nas coisas enquanto o tenho ao meu lado e só me apetece dar-lhe a mão e esquecer tudo o resto. enquanto me faço de indiferente mas derreto de cada vez que ele abre a boca. enquanto o olho nos olhos e me apaixono um bocadinho mais pelas sardas dele, mesmo que sempre tenha odiado as minhas. enquanto lamento por ele ser melhor pessoa do que eu e demasiada areia para o meu camião. enquanto olho para os lábios dele e desejo poder beijá-lo de uma vez por todas. talvez isto seja um erro, mas nunca fiz nada certo na vida e também não me apetece começar agora. quero que ele saiba que é nele que eu penso quando vou dormir, quando acordo, quando tenho medo, quando estou feliz. é com ele que eu quero partilhar quase tudo o que me vai acontecendo, mas tenho medo que ele não me queira ouvir. tenho medo do que vai pensar quando souber o que eu sinto, quando lhe contar que é dele que eu gosto. tenho medo que isso nos afaste ainda mais, que acabe por destruir de vez a amizade que sinto estar a escapar-me entre os dedos. mas tenho de tentar. não me perguntem porquê, mas tenho de tentar. quero dar-lhe o abraço que lhe neguei há meses, no dia em que podia ter percebido que era dele que eu gostava, mas preferi fechar os olhos. quero dizer àquele rapaz que sim, que quero ir com ele. que com ele, ia até ao fim do mundo. e por ele, também.]
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à pressa,
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domingo, 30 de março de 2014
elas é que sabem
Outra prova de que a minha mãe tem super poderes é que ela foi a primeira a descobrir que, enfim, havia algo mais do que aquilo que eu dizia haver. E ninguém lhe contou. Ainda nem eu tinha reparado.
quinta-feira, 27 de março de 2014
"preciso de falar contigo amanhã."
Há três anos que espero pelo joão. Há três anos que espero que alguma coisa mude a nossa história, que as coisas acabem por bater certo no final - e parte de mim acredita que o esperarei para sempre. O joão é o meu d. sebastião que não há maneira de fazer saltar do nevoeiro.
O problema foi que me concentrei tanto nele, que me perdi. Perdi. Não me dei conta, ou melhor, não me permiti a assumir sentimentos novos que foram surgindo com o tempo - obriguei-me a calar cada batida mais forte que o meu coração dava de cada vez que o tal amigo, O amigo, se aproximava de mim. Obriguei-me a fazer de conta que não ficava feliz sempre que estávamos juntos. Fui má; afastei-o. Senti-lhe a falta.
Passei meses a mentir a mim mesma - podia tê-lo descoberto em janeiro, quando senti um aperto tão grande quando ele me tentou abraçar, que lhe fugi; assustei-me. Não era suposto sentir aquilo por um amigo, pois não? Mas aconteceu outra vez. E outra. E mais outra. E, de todas elas, forcei-me a recordar que era do joão que eu gostava.
Quando ele se foi embora, achei que sentia a falta da atenção que ele me dava, mas que era só isso. Não era. Percebi com o tempo que morria de ciúmes da miúda de quem ele se aproximou, daquele banco de esperma ambulante, e senti-me obrigada a assumir; tenho saudades dele. Tenho saudades das conversas intermináveis sobre nada, das inside jokes, da forma como lhe dava a mão com a maior das naturalidades enquanto falávamos. Dos planos que íamos fazendo para depois, para o verão, para a faculdade, para a vida. E eu queria-o realmente perto para sempre, mas nunca lho soube dizer.
Agora, não o reconheço. Talvez esteja certo quem diz que, em parte, a culpa é minha - podia ter resultado entre nós, se eu não tivesse passado metade do tempo a tentar criar uma barreira, mesmo quando o meu coração acelerava de cada vez que a cara dele estava perto, demasiado perto, da minha. Diz-se que nem parece o mesmo, que nunca ninguém o viu assim - e eu quero-o de volta.
O joão ocupa o espaço de três elefantes na minha vida, e talvez ocupe sempre - mas ele? Ele ocupa o espaço de sete elefantes, quatro orcas e dois tubarões. Estou a morrer de medo de lhe contar a verdade que para mim demorou séculos a assumir - mas vou fazê-lo amanhã. Decisão mais do que tomada, mensagem enviada. E agora rezem.
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planos para depois
esta é só uma de muitas
Eu sou só a coisa mais atrasada deste mundo, juro. Durante uma brainstorm em que fiz pouco mais do que perguntar-me como posso ter sido eu tão cega, acabei por me lembrar de um dia em que o rapazinho foi de calças de fato treino para a escola e uma sweat. Verdade seja dita, apesar de estar em negação e com a mania de que ele estava comodamente instalado na friendzone, ele estava mesmo giro. E eu quis dizer-lhe isso, porque era verdade, mas fiquei com vergonha a meio.
O que eu quis dizer: essa roupa fica-te bem.
O que eu disse: então, não te apeteceu vestir?
...
...
...
Agora pergunto-me porque é que as coisas entre nós não resultaram. Sure.
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passado ou não
quarta-feira, 26 de março de 2014
modéstia à parte
Serve-me de guilty pleasure constatar que a maior parte dos amigos dele gosta de mim, mas ninguém gosta da nova amiguinha dele. É bem feita. É mesmo bem feita.
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