sábado, 7 de dezembro de 2013

mas, ó patrícia, porque é que detestas tanto as pessoas?

Fala-me mal dele.
Fala-lhe mal de mim.

Mas, se lhe perguntarem, eu e ele somos pessoas horríveis. Ela não; ela é fixe, ela é brutal. Ela é a melhor amiga à face da terra.
Fodam-se todos, mas é!

a patrícia é um ser triste que nunca aprendeu a estar calada

Acho que por esta altura já se tornou um bocado evidente que eu sou um bocado cabra e muito pouco simpática, mas o que me puxa mais para o inferno é mesmo o meu azar e a minha propensão para o desastre. Não sei estar calada, é o que é.

Tipo quando uma criaturinha me estava a chatear a cabeça e, por qualquer motivo, já estava a lançar chamas, não me conseguiu ouvi. Aqui o génio - santa inocência - achou que podia ser boa ideia usar a frase estúpida claro que não me ouves, levar no cu faz surdez!
Ele é mesmo surdo. Literalmente surdo.

Ou, talvez, aquela vez em que entrei no bar a falar em viúvos, i don't even know why.
Soube depois que o stôr ao meu lado tinha ficado viúvo há pouco tempo.

Ou ainda quando entrei numa aula a comentar que me ia suicidar a meio do teste com a caneta espetada na carótida.
A ex mulher e o filho do stôr suicidaram-se há relativamente pouco tempo.