O meu problema é que eu continuo a não me achar merecedora das coisas boas - ainda estou aqui a achar que é muito bem feito que tenha acabado assim, que mereço cada lágrima que me cai compulsivamente dos olhos - eu e a minha mania de gostar das coisas, eu e o meu vício de acreditar na felicidade.
Eu nunca tive sorte: não nasci para viver contos de fadas e para ser feliz por aí. Já devia ter aprendido que tudo o que é bom tem um prazo de validade muito curto na minha vida.
E já devia saber que era exatamente assim que ia acabar.