Contrariamente ao que seria expectável, eu não fico feliz quando apanho alguém a olhar muito para mim, como acontece lá com o interno giro - convenhamos que um moço bonito, adorável e inteligente, nunca olharia para a miúda feia e medianamente gorda que não passa de uma mera auxiliar esquisita, demasiado burra para passar a matemática e ir para enfermagem.
Foi por isso que quando ele veio falar comigo - sobre um doente, cumé óbiu - eu senti que tinha 16 anos outra vez, fiquei atrapalhada e a tagarelar, com uma vontade enorme de me esbofetear no fim. Eu podia, pelo menos, parecer normal quando abro a boca, não podia?