No hospital onde estagiei não se pode dizer que houvesse muita gente a fazer as delícias da minha vista - mas há um mocinho jeitoso que, felizmente, trabalha logo na portaria e, nos dias em que ele entrava à mesma hora que eu, parecia natal.
Claro que nunca cheguei a saber o nome da criatura, até porque nunca me interessei que chegue para isso. É, sei lá, imaginem qualquer coisa tipo uma montra com uma imagem do papa joão paulo II, esculpida em cera, com quase dois metros de altura, vestido de bailarina clássica e vocês acham piada à coisa e passam por lá muitas vezes porque gostam de mirar a estátua, mas nunca chegam a entrar na loja para perguntar o preço porque sabem que não precisam daquilo para nada nem tinham espaço para um mamarracho daqueles lá em casa. Era mais ou menos isto, mas eu tinha espaço de sobra na minha cama e um coração gigante para o albergar.
Quis o destino que eu, hoje, andasse aqui a fazer umas investigações por conta própria (aka, satisfazer os desejos da minha curiosidade) e encontrasse, por acaso, um moço giro que só ele. Convenhamos que, muito embora o meu moço seja ciumento, uma pessoa pode, e deve, sempre permitir-se a orgasmos cerebrais múltiplos quando encontra uma peça de arte destas. E depois esse tem um amigo. E o amigo é giro. E aquela tromba é-me estupidamente familiar.
Foi assim que eu descobri o nome do mocinho giro do hospital.
E o da namorada também.
(mas tem uma namorada plus size e ficam adoráveis juntos, so i got that going for me)