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sábado, 15 de abril de 2017

ironias

Há algum tempo que o tom de toque do meu telemóvel é a chop suey - correu sempre tudo bem, sem alaridos de maior mas, passada uma semana, continuo a rir-me um bocadinho por dentro de cada vez que me lembro de que me ligaram a meio de um funeral... e ouviu-se a frase we're rolling suicide.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

perks of being sick

Eu gosto muito da área da saúde, gosto muito do hospital e tudo e tudo, mas o caso muda de figura quando é a minha saúde que falha e tenho de recorrer aos médicos - sou das chatas, das que evitam ao máximo, das que só vão arrastadas. Mas hoje lá calhou.

No entanto, tive sorte. Sabem quando o médico é tão giro que vocês já entram no consultório a perguntar:

- então, posso-me despir?

Antes mesmo do pobre doutorzinho ter tempo para me perguntar quais são as queixas. Uma pessoa fita-o, olhos nos olhos, o sangue a ferver nas veias, a doença a escapulir-se do corpo.

- dói-me o ouvido e tenho muitas tonturas.
- vou ter de observar o ouv...
- posso-me despir?

Explica-me que não será necessário e eu choro um bocadinho por dentro. Pergunta-me se tenho mais alguma queixa. Reflito.

- sim, dói-me aqui (aponto para um lugar indefinido, algures debaixo da roupa)
- onde?
- aqui (repito o processo)
- não estou a perceber...
- e agora... posso-me despir?


(para almas viajadas e que me achem ainda mais louca do que sou realmente: isto NÃO aconteceu)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

lontras will be lontras, take mil

Eu bem que andava a portar-me bem e a disfarçar as necessidades com cházinho, mas aproveitei a desculpa de estar outra vez em baixo esta noite para limpar mais de metade de um milka oreo.


Estou a tentar não enfardar o resto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

para sempre

Quando perdemos alguém, começamos a contar o tempo ao contrário para nos enganarmos a nós próprios - inventam-se comemorações, datas significativas, registam-se as últimas vezes no calendário. Talvez seja ridículo para quem assiste de plateia a esta tentativa frustrada de prolongar as memórias, mas faz todo o sentido para aqueles a quem as recordações são tudo o que lhe resta.

Passei o dia a adiar a hora da despedida. Estiquei os minutos até ao fim, contive-me o mais que pude, menti a mim mesma uma e outra vez. Convenci-me de que seria capaz de simplificar: não era um adeus, era um até já agendado para maio, não havia motivo para dramatizar Mas havia. 

Sentei-me na mesma cadeira de sempre e fiquei a vê-la andar pela cozinha. Desabafava sobre o quanto lhe custava deixar a casa dela, e eu tentava esconder o quanto me custava deixá-la ir - confesso que havia uma certa dose de egoísmo em mim. Não queria que ela fosse, apesar de ser o melhor para ela: tinha medo de a perder lá, tão longe de mim, quando eu estava tão habituada a tê-la perto. Não me restam dúvidas de que me doeria vê-la definhar - mas dava tudo por ter aproveitado cada segundo que lhe restava. Com ela.

Abracei-a, por fim. Voltei para trás para a abraçar novamente de cada vez que me tentava ir embora - um ano depois, não sei dizer se sabia que era a última vez que a via, mas acho que não. Temia-o, mas estava em negação: custava-me crer que se lhe pudesse esgotar a energia e a capacidade de lutar contra o filho da puta do cancro. Não queria acreditar que a podia perder. Mas podia, claro que podia!

Da última vez que a vi, ela não olhou para mim - para evitar uma nova dose de lágrimas e de soluços, saíu de casa cabisbaixa para se despedir da vizinha. Lembro-me bem do aperto que trazia no peito - chorei durante horas nesse dia. Chorei a noite toda. Uma parte de mim, estava assustada e com medo de a perder - a outra parte fazia-se de forte e não acreditava. Maio. Maio era já ali. Ela tinha de aguentar até lá - nas horas de desespero uma pessoa apega-se até ao deus no qual não acredita.

Entrei em contagem decrescente nesse dia - queria adiar a derradeira despedida, queria acreditar que tinha tempo para outros abraços, para mais um par de memórias para levar para a posteridade, mais dela. Não tive essa oportunidade - num último golpe irónico, a morte roubou-ma a escassas horas de nos encontrarmos. E, depois de meses de espera, era isto: foi por um triz. Por uma unha negra.

Não me sai da cabeça que estava para viajar no dia anterior; não o quis fazer porque não queria faltar mais um dia às aulas, porque achei que isso era importante. Não me sai da cabeça que, se o tivesse feito, ainda a teria visto - e nunca consegui calar em mim a culpa e a falta que me fez essa despedida. A verdadeira, a derradeira, como se eu algum dia fosse ficar satisfeita. Como se essa fosse a resposta - não há uma maneira possível de nos despedirmos de alguém que vamos amar para sempre.

Faz hoje um ano que me despedi dela. E faz hoje um ano que comecei a sentir saudades também.

*o post, apesar de se referir à despedida, só foi escrito semanas mais tarde.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

ladies ladies

Qual é o patamar de exclusão da sociedade que eu passo a ocupar ao assumir que acho o gajo giro como tudo, mas os músculos não me convencem nem um bocadinho?

segunda-feira, 2 de maio de 2016

monday morning

Livrei-me da indumentária que me fazia caminhar pelas ruas como se fosse um traficante de droga com ar duvidoso e toda a gente soubesse disso - sabe deus o quanto eu odeio andar de collants, mas mesmo uma gaja com pouca alma de gaja faz uns sacrifícios para se enfiar dentro de um vestido.

Os meus dias não melhoraram milagrosamente, não estou mais feliz do que nunca nem recuperei por completo dos últimos meses - mas passou-se quase uma semana desde que arrumei um assunto que me atormentava há mais tempo do que deveria e sinto que estou a recomeçar, pouco a pouco, a recuperar tudo o que fui perdendo. 

Acordei com a sensação de que ontem me apaixonei um bocadinho mais, pela mesma pessoa, e que isso tem de ser necessariamente um bom sinal, um sinal de recomeço, um sinal de que começo a escalar as paredes do poço onde mergulhei há demasiado tempo. E é por isso, só por isso, que hoje é o dia zero outra vez.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

mas volto. um dia destes, volto.

Volta e meia eu venho aqui, cheia de boas intenções e de esperança de conseguir reanimar este antro em escombros - mas não consigo. Quando vejo o que escrevia há uns tempos, não me consigo encontrar: tenho saudades da felicidade até dos dias que, há uns meses atrás, me pareciam infelizes. Sinto falta daquele meu lado que gozava com as desgraças, mas resta-me pouca vontade de o fazer agora.

Na realidade, ultimamente tenho passado os dias à espera da próxima crise, do próximo drama, do próximo momento de pânico - começo a ponderar vender a história da minha vida à globo ou enviar um mail ao nicholas sparks para lhe dar umas ideias.

segunda-feira, 14 de março de 2016

ups!

Ontem fui uma pessoa mais feliz: constatei que há gente cujas paragens cerebrais conseguem ser ainda mais tristes do que as minhas.

Depois de mais uma ida ao supermercado, paguei em dinheiro - a senhora da caixa tinha a dar-me 3,36€. Faz as contas, recolhe as moedas e entrega-me o troco, enquanto pede desculpa por ter de ser em moedas.

Ainda não percebi como é que ela me queria dar uma nota, mas ok.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

outras dores

Custa-me aceitar que possa estar a perder alguém. Não consigo obrigar-me a entender que o cancro, o cabrão do cancro, pode estar mesmo a mastigar as vísceras de alguém que me viu crescer e a quem eu sou demasiado ligada para me imaginar a dizer-lhe adeus. Não há idade certa para morrer. Não há isso de «pelo menos já tinha uma idade avançada» quando é dos nossos que estamos a falar. E, então, relativizo; digo que as dores que ela diz sentir, as dores que já nem sabe diferenciar, são obra da cabeça, da crença de que já não dura muito, da ideia de que tem os dias contados. Fico zangada e embruteço sempre que alguém choraminga ao meu lado e me diz que não a tornaremos a ver; não quero que me façam pensar nisso, sentir isso, embora o pense e o sinta todos os dias e isso me amedronte. «Temos todos os dias contados desde que nascemos», disse-lhe um dia, não tanto por ser verdade, apesar de o ser, como para lhe afastar da ideia (da dela ou da minha?) de que, em breve, não poderemos voltar a sentar-nos à mesma mesa, a beber o café que eu me habituei, desde muito nova, a chamar de meu preferido, não tanto por ser francês e impossível de encontrar cá mas por ser o que mais me ligava a ela. Essa paixão eterna pela frança e pelo café.

É difícil habituarmo-nos à ideia de que, um dia, quem esteve sempre ao nosso lado já não nos voltará a aquecer as mãos, as nossas mãos eternamente geladas, entre as suas quentes, quentinhas, cheias de amor. E talvez até se dê o caso de as nossas mãos se gelarem de propósito, só para se voltarem a instalar naquela concha onde as vidas parecem eternas e o mundo parece não me querer roubar um pedaço de mim.

Despedi-me dela há umas semanas. Levaram-na para longe, para demasiado longe, para tratarem melhor dela. Essa distância é um vazio no peito e um medo constante; chorei da última vez que a vi. Chorei muito nesse momento, e nas horas que se seguiram - ainda choro, para vos ser sincera. Choro porque é difícil vermos alguém a definhar ao nosso lado, mas é ainda mais difícil termos alguém a definhar longe. E choro porque morro de medo de não a voltar a ver em vida, por mais que essa seja uma ideia que eu não aceite. Por mais que a imagem dela a perder-se dentro das roupas junto com todo o vigor que lhe era característico me diga que ela nunca mais vai voltar para mim como eu a conheci, como sempre foi.

Despedi-me dela há umas semanas e não sei se ela sabe o quanto ainda me dói o abraço forte que não lhe dei por já não ter coragem de apertar os ossos frágeis dela. Disse-lhe adeus mas ainda rezo para que tenha o significado de um até já - esperá-la-ei com uma caneca de café, cheia, a fumegar; foi sempre assim, e é assim que será para sempre.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

em véspera de dia dos namorados

No hospital onde estagiei não se pode dizer que houvesse muita gente a fazer as delícias da minha vista - mas há um mocinho jeitoso que, felizmente, trabalha logo na portaria e, nos dias em que ele entrava à mesma hora que eu, parecia natal. 

Claro que nunca cheguei a saber o nome da criatura, até porque nunca me interessei que chegue para isso. É, sei lá, imaginem qualquer coisa tipo uma montra com uma imagem do papa joão paulo II, esculpida em cera, com quase dois metros de altura, vestido de bailarina clássica e vocês acham piada à coisa e passam por lá muitas vezes porque gostam de mirar a estátua, mas nunca chegam a entrar na loja para perguntar o preço porque sabem que não precisam daquilo para nada nem tinham espaço para um mamarracho daqueles lá em casa. Era mais ou menos isto, mas eu tinha espaço de sobra na minha cama e um coração gigante para o albergar.

Quis o destino que eu, hoje, andasse aqui a fazer umas investigações por conta própria (aka, satisfazer os desejos da minha curiosidade) e encontrasse, por acaso, um moço giro que só ele. Convenhamos que, muito embora o meu moço seja ciumento, uma pessoa pode, e deve, sempre permitir-se a orgasmos cerebrais múltiplos quando encontra uma peça de arte destas. E depois esse tem um amigo. E o amigo é giro. E aquela tromba é-me estupidamente familiar.

Foi assim que eu descobri o nome do mocinho giro do hospital.
E o da namorada também.


(mas tem uma namorada plus size e ficam adoráveis juntos, so i got that going for me)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

o problema não és tu, sou eu.

Entendes que a tua alma se entregou realmente às ciências quando, apesar de teres escolhido esse caminho no secudário ter sido má ideia, agora que fugiste da rota ficas em pulgas com o facto de ires ter biologia logo pela manhã.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

sabes que cresceste quando

As promoções.
As promoções de todos os supermercados das redondezas; conhece-las quase melhor do que a tua mãe, e sabes que é difícil. Deliras quando as promoções coincidem com as tuas necessidades. Deliras também quando não coincidem. Tornaste mestre na arte de comprar barato; ficas frustrado quando percebes que te enganaste e podias ter poupado dois cêntimos.
As promoções, a febre das promoções - e uma veet spawax a metade do preço que me anda a fazer frenezim desde que vi o folheto, há não sei quanto tempo.
Mas é amanhã!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

por ser o último dia do ano

Hoje devia ser o dia em que eu, finalmente, tentava ser uma blogger decente e vos fazia uma review do meu ano; esclarecia-vos acerca de cada peido que dei ao longo de 2015, vocês fingiam-se de interessados e éramos todos mais felizes. Mas não tenho paciência para isso.

Este ano nem foi assim tão bom. Aliás, se há coisa que este ano me trouxe, foi saudades do ano passado, mas eu já nem me lembro se de facto as coisas foram melhores ou se é a memória que me está a ficar demasiado curta. Ainda assim, acho que este foi o pior ano de que me lembro mas também sei que as coisas não vão mudar só por entrarmos num novo ano. E posso dizer que já estamos a começar mal, e ainda nem começámos.

Também estou muito chateada porque no ano passado me ocorreu que podia ser giro encontrar as previsões para o meu signo em 2014, no final do ano - estava certo, estava estranhamente certo; dividido por meses, acertou em tudo. As previsões para este ano diziam que eu ia ter um outono muito feliz, que ia correr tudo muito bem, o que me leva a crer que descobriram que eu tinha decidido divertir-me a ler estas coisas no final do ano e quiseram trocar-me as voltas. 

Ainda podia dizer que este foi o ano em que me tornei pirosinha, mas eu tenho dito isto tantas vezes que acho que me posso poupar a mais uma humilhação desse calibre - em minha defesa, abandonei as unhas de gel ao fim de 3 meses a testar a coisa, portanto tinha de adquirir outra faceta mais girly para me relembrar que também pratico uma vag life. E sim, a minha afirmação neste mundo passou por ter deixado que me começassem a tratar por nomes foficoisos, lidem com isso,

Para 2016, não tenho grandes sonhos nem me tento iludir com uma dieta milagrosa que me vai enfiar num vestido catita e andar por aí a espalhar inveja e amor no próximo reveillon - já assumi a minha vida lontrificada e, tudo o que eu quero para 2016, é que seja um bocadinho melhor do que 2015 e que, de facto, de hoje a um ano eu tenha conseguido fazer exatamente o que tenho em mente. Se não tiver conseguido, bem, pelo menos espero poder estar a chafurdar numa taça de mousse de oreo que desse para alimentar 9823 putos subnutridos, e que demore mais uns 100 anos a ir para o inferno só por esta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

o drama do natal

Por perceber que sou uma vergonha para a comunidade do blogger, prometi a mim mesma que era hoje que ia ser uma menina de bem, ia despir a minha indumentária informal (aka pijama) e vestir uma roupa suficientemente decente para ir ver a luz do dia, tentar domar o cabelo (aka enrolá-lo num carrapito no alto da mona e fazer de conta que é só um messy bun convencional e não um bun mesmo mesmo mesmo messy), e enfiar-me no carro para ir comprar as ditas prendas.

Entretanto, dormi e acordei e agora estou aqui a pensar no filme de terror que é pegar no carro, dar oito voltas ao parque de estacionamento do centro comercial à procura de um lugar onde eu possa enfiar a viatura sem amolgar as restantes, e depois entrar no centro comercial propriamente dito, onde as pessoas andam loucas e se acotovelam umas às outras, todas cheias de pressa, como se derrepente o shopping se tivesse transformado num jogo de rugby esquisito cujo único objetivo é levar o peru maior para casa. Nah. Não sou suficientemente gaja para gostar disto. Acho que este ano dou um par de meias - dos meus! - a cada um.

domingo, 20 de dezembro de 2015

pequenas vitórias

Ao fim de não sei quanto tempo a dormir entre 2 a 4h por noite, a minha cabeça permanentemente desassossegada deu-me tréguas e consegui dormir 10h só com duas interrupções, nunca suficientemente longas para que a choradeira recomeçasse.




(dizem que temos de ficar felizes com as coisas boas, por mais insignificantes que sejam, não é?)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

quando se veem as férias ao fundo do túnel

Eu achei que esta semana ia começar a sentir aquele alívio típico de quem sabe que em breve, muito em breve, pode voltar a dormir. Ao invés, parece que me passou um camião por cima, tenho olheiras até aos joelhos e apetece-me sair por aí a apertar pescoços como quem não quer a coisa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

deus não me curte mesmo

Por mais que tente dar este ar de machão, há uma verdade incontornável sobre mim: eu tenho voz de pita. 

Tenho uma daquelas vozinhas irritantes que parecem ter parado de desenvolver aí, sei lá, aos cinco anos; se isto no hospital é uma alegria e os doentes passam a vida a gabar-me a voz «doce e meiguinha», por outro lado também é o tipo de voz que faz com que, sempre que eu atendo o telefone, me mandem ir chamar um adulto.

Sempre vi isto pelo lado positivo - nunca me hão de tentar vender um colchão ortopédico e uma vaporetto titano pelo telefone porque, como ainda há dois meses uma mulher me disse, não me julgam com mais de 10, 11 anos. 

Por outro lado, hoje recebi uma proposta de emprego que parece ter sido uma artimanha do diabo: é para um call center.


sábado, 12 de dezembro de 2015

the end is coming

Não sou de intrigas nem vos quero assustar mas o número médio de camisolas que eu costumo usar simultâneamente entre, sei lá, novembro e março, é entre 3 a 5, mais casacos e luvas e gorros e tudo e tudo.

Tenho saído de casa com uma camisola e um casaco.
Ou minha espessa camada de gordura começou a fazer o seu trabalho em condições ou é mesmo motivo para alarme.

being myself

Para aumentar a minha experiência a adormecer em locais públicos, e porque adormecer numa discoteca não é suficiente para testar a resistência do meu sono, fiz uma pequena sesta num bar - abri os olhos quando uma amiga me disse que eu estava a ser observada e deparei-me com um tipo com um ar sinistro a olhar e a falar para mim.

Não sei o que ele disse - sei que desatei a rir e não conseguia parar; quanto mais o gajo se aproximava e falava, mais eu me ria histericamente. A criatura desistiu ao final de um tempo, e foi-se embora a dizer que eu era a mais louca de todas as loucas. 

Alcooltece.