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terça-feira, 17 de maio de 2016

estas noites

Apesar de eu ter a capacidade doentia de gozar com quase tudo o que me acontece na vida, sempre que estou acompanhada, a verdade é que nunca me senti tão desesperada pela famosa bonança que deveria chegar depois das tempestades. 

Ao invés, ando de tempestade em tempestade, cada uma mais agreste do que a anterior; de cada vez que eu acho que as coisas estão a melhorar, a puta da vida troca-me as voltas. Preciso de paz. E de permissão para me enrolar aqui a chorar por tudo o que me faz doer a alma. Chorar, porque não tenho forças para fazer muito mais do que isso.

Preciso de colo mas, mais uma vez, como sempre, as pessoas por quem eu fiz tudo, voltaram-me as costas. Preciso de apoio. Preciso que me digam que vai ficar tudo bem, ainda que saiba que é mentira - preciso dele. Aquele ele que devia estar comigo, agora que já não sei de mim.

Mas estou sozinha, como sempre.

domingo, 15 de maio de 2016

agora

Um foda-se bem grande para aqueles momentos em que a pessoa pensa, e sabe, que tem de resolver um assunto, e pega no telemóvel para ligar à criatura mas fica com o coraçãozito tão acelerado só de imaginar que vai ouvir a voz do gajo, que liga e desliga a chamada, na maior das aflições, oito vezes antes de chegar sequer a chamar.

Depois, lá se decide.
Pega no telemóvel, muito cheia de si, faz a chamada. Chama, chama, chama.
O número que tentou contactar não tem voicemail ativo.

A junção da frustração com o alívio.

sábado, 7 de maio de 2016

hoje

Há um conflito moral entre todas as coisas que eu tenho para fazer e a vontade de ficar aqui, a olhar pela janela e a perguntar-me se não estará a chover única e exclusivamente porque deus sabe que eu preciso de tomar um banho a sério.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

uma pessoa nem dorme descansada com estas coisas

Nada de desconforto? De uma tosse mais forte que o fizesse saltar como uma rolha numa garrafa de champanhe? Nada? Zerito?
Valha-me deus. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

o drama do natal

Por perceber que sou uma vergonha para a comunidade do blogger, prometi a mim mesma que era hoje que ia ser uma menina de bem, ia despir a minha indumentária informal (aka pijama) e vestir uma roupa suficientemente decente para ir ver a luz do dia, tentar domar o cabelo (aka enrolá-lo num carrapito no alto da mona e fazer de conta que é só um messy bun convencional e não um bun mesmo mesmo mesmo messy), e enfiar-me no carro para ir comprar as ditas prendas.

Entretanto, dormi e acordei e agora estou aqui a pensar no filme de terror que é pegar no carro, dar oito voltas ao parque de estacionamento do centro comercial à procura de um lugar onde eu possa enfiar a viatura sem amolgar as restantes, e depois entrar no centro comercial propriamente dito, onde as pessoas andam loucas e se acotovelam umas às outras, todas cheias de pressa, como se derrepente o shopping se tivesse transformado num jogo de rugby esquisito cujo único objetivo é levar o peru maior para casa. Nah. Não sou suficientemente gaja para gostar disto. Acho que este ano dou um par de meias - dos meus! - a cada um.

domingo, 20 de dezembro de 2015

pequenas vitórias

Ao fim de não sei quanto tempo a dormir entre 2 a 4h por noite, a minha cabeça permanentemente desassossegada deu-me tréguas e consegui dormir 10h só com duas interrupções, nunca suficientemente longas para que a choradeira recomeçasse.




(dizem que temos de ficar felizes com as coisas boas, por mais insignificantes que sejam, não é?)