segunda-feira, 15 de maio de 2017

portuguesíssimo

Se dúvidas houverem de que os portugueses são o povo que melhor se adapta às circunstâncias, ponham os olhos no caso salvadorable: quando se começou a ouvir falar do salvador sobral porque ganhou o festival da canção, foi o drama, o horror, a tragédia. Mimimi, o gajo é estranho - e é mesmo! -, mimimi, esta música não serve para um festival, mimimi, vamos perder mais uma vez.

Tenho para mim que foi só para chatear, mas lá calhou fazer-se história e o tipo ganhou mesmo a eurovisão; de repente, já toda a gente abanava o pézito, ainda no berço, a ouvir salvador sobral. E, mais tarde ou mais cedo, hão de surgir relatos de quem tenha dado a volta, ainda no útero, ao som de amar pelos dois.

Era meter um microfone de cristal pelo cu acima desta gente, é o que é.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

na saúde e na doença, nas compras e nas vergonhas

Como criatura pouco endinheirada - e forreta até dizer chega - que sou, aproveito sempre as promoções para comprar tampões, assim a ver se não tenho de vender um rim e metade da família para poder rolhar a dita cuja com um OB, caro pra caralho mas mais confortável do que um tampão de marca branca.

E então lá estava eu, acompanhada pelo monsieur, a analisar as prateleiras em busca das balas. Depois de algum tempo em silêncio, enquanto constatava que os únicos em promoção tinham aplicador, ele olha para mim e pergunta com jeitinho:

- estás com vergonha? queres que eu agarre uma caixa?



(eu lá podia ter escolhido outro qualquer?)