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terça-feira, 28 de julho de 2015

manual de sobrevivência para principiantes

Se estão tristes/chateados/ambos com alguém e vão sair para beber, tranquem o telemóvel numa caixa forte antes de sair e deixem-no em casa; caso contrário, vão acabar por fazer chamadas a meio da noite ou enviar mensagens, escritas em árabe, onde despejam todo o ódio/mágoa/estupidez que houver dentro de vocês.

E ainda escrevem coisas tipo nunca te disse isto, mas cheiras mal da boca. Pimba!
(ou isto podia ser a crónica de alguém que ainda nem arranjou coragem para reler uma mensagem que enviou no sábado, porque sabe que deu merda. o que vale é que já estava tudo fodido, anyway.)

sábado, 18 de abril de 2015

cinderella, the new fashion adviser

Achei que estava na hora de me transformar numa blogger como deve ser e começar a criar rúbricas e a dar conselhos, de forma a dar aguma utilidade ao cinderela.

Foi assim que me resolvi pela moda - como é do conhecimento geral, eu sou louca por moda e tenho imenso jeito para criar outfits para as mais variadas situações. Mas, e porque uma casa não se começa pelo telhado, pareceu-me útil dar alguns conselhos básicos acerca da melhor forma para arrumar os armários, antes de começarem a renovar os trapitos.

Ora, para otimizar a arrumação, é essencial que tudo isto comece com uma péssima ideia - como? Fácil. Escolham aquela altura em que estão com tpm e tão inchadas que facilmente conseguiriam passar à frente nas caixas prioritárias, com a desculpa de que estão grávidas de gémeos, no oitavo mês de gestação. 

Desarrumem tudo; é importante que sejam capazs de se sentir no meio de uma feira para vos aguçar o sentido crítico; entram mais no espírito «entre tanta roupa, alguma merda me há de ficar bem!», o que vos aumenta as expectativas em relação a cada peça e torna a triagem muito mais fiável.

Experimentem. Experimentem tudo, desde as vossas peças favoritas àquelas que a vossa tia velhinha deu, e vocês usam por puro amor. Ou às outras, assim-assim, para aqueles dias meio meh em que vocês se arrastam por aí. Experimentem tudo e observem o quão gordas estão, o quão justas aquelas peças estão e o quanto vos fazem parecer uma tenda. Uma tenda para oito pessoas, feia como tudo.

Deprimam. Esta parte é preciosa: deprimam muito, e não párem até se sentirem capazes de pegar num objeto pontiagudo e espetá-lo na carótida. Deprimam enquanto observam as vossas banhas salientes e se apercebem de que ver o fernando mendes de bikini seria um tanto ou quanto mais agradável do que ver-vos a desfilar naqueles trajes. E se, mesmo assim, não estiverem suficientemente deprimidas, experimente mais, até ficarem.

Por fim, juntem todas as peças que vos ficam mal, metam num saco e dêem aos pobrezinhos - ou, se lhes quiserem dar uma segunda oportunidade, metam naqueles contentores de recolha de roupa, e elas acabarão a ser re-vendidas numa feira perto de vocês. Nada contra.

Provavelmente, terão pouco mais do que duas t-shirts que a tia vos deu aos 8 anos mas que sempre vos foram tão largas que, mesmo com mais 40kg, continuam a servir bem. Ah, essas e aquele top mesmo giro que mal consegue sequer roçar o umbigo, mas vocês guardam na esperança de, depois de emagrecerem meio quilo, ele vos voltar a ficar bem. Não tem mal; a maior parte da roupa foi com os porcos e, agora, além de conseguirem arrumá-la toda no vosso armário, ainda se podem oferecer para alojar também a roupa dos vossos pais, vizinhos, tios, primos, and so on. Podem ainda pensar em meter-lhe um sofázinho e uma televisão ao canto; o céu é o limite.

Então e, afinal, o que é que nós vestimos, cinderela? Uma burka. Gordas!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

quem te avisa, teu amigo é

Há uma barreira muito frágil entre a persistência e a falta de respeito. Não a quebrem.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

cinderella, the fashion adviser

Não estou a pedir-vos que misturem mil e uma cores porque também não vale a pena transformar o dia a dia numa gay parade mas não é preciso vestirem-se dos pés à cabeça de uma só cor tipo a mulher lá da escowinha que uns dias parece mascarada de banana, outros de beringela, outros de couve, and so on.

A não ser que sejam daltónicos, não compreendo a necessidade.

terça-feira, 20 de maio de 2014

reparei

Já é do conhecimento geral que o meu lado feminino se perdeu pelo caminho e aqui a lontra é um macho latino. Os meus dotes maquilhagísticos não vão muito além da base e o eyeliner o que, a meu ver, é mais do que suficiente porque eu sou pobre e se é para ficar feia na mesma nem vale a pena gastar muito dinheiro. 

Como tal, assumo que não sou muito entendida no assunto, que não sou mas, ainda assim, gostava de deixar um conselho básico que me parece ser bastante útil: não usem sombras com cores fortes se não se souberem maquilhar. A sério. Não me espetem com pó azul desde o olho até quase meio da testa e, pelo amor de deus, não rematem com um batom vermelho. Parecerem a belle dominique pode parecer bonito, mas não é - e o carnaval já passou.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

serviu para uma amiga, serve para vocês

Não se refugiem no "eu não consigo". 
Façam o que quiserem, mas não façam de conta que é por não conseguirem fazer outra coisa qualquer. Percebem o que quero dizer? Temos tendência para fingirmos que não aguentamos porque, na realidade, não queremos aguentar. Queremos escolher outro caminho, fazer outra coisa - e, se for isso que querem, façam-no, mas assumam-no. Não se refugiem na ideia de que são fracos, porque não são. Só não querem ser fortes.