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domingo, 22 de março de 2015

guilty pleasures

Eu não tenho um número embaraçoso de sapatos ou de malas; nada disso. O que eu tenho é uma quantidade de que não me orgulho de livros velhos. Sim, livros velhos - se me querem ver a ter orgasmos cerebrais múltiplos é só levarem-me àquelas feiras de antiguidades cheias de livros amarelados e com as páginas a ameaçar soltarem-se, com aquele cheiro a velho inconfundível. É verem-me a ralhar com os vendedores porque ninguém, no seu perfeito juízo, vende preciosidades destas a preços tão baixos.

Tenho um bocado de tudo - desde josé régio, aquele eterno amor desde que li o cântico negro, até camilo castelo branco. Português, inglês, francês; tudo me serve e é sempre amor.

terça-feira, 29 de julho de 2014

é a única forma de eu me sentir culta

Fico a sentir-me incrivelmente bem comigo mesma quando vejo descrições das fotos dos meus miguxos do fb e são frases de livros que eu já li. É um guilty pleasure enorme saber que a maior parte deles tirou aquilo de um blog brasileiro manhoso e acha que pertence ao kurt cobain, à marilyn monroe ou ao bob marley.

domingo, 27 de abril de 2014

bem feita

Uma gaja bonitinha mas mais convencida que eu sei lá, postou uma foto com a descrição:
"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante." Kurt Cobain
Hoje eu não vou reclamar por me sentir uma lontra obesa destinada a morrer sozinha rodeada de vinte gatos. Vou só acender uma velinha à nossa senhora das gajas feias por me poder orgulhar de já ter lido o principezinho duas vezes e saber que a frase é de antoine de saint-exupéry e que, definitivamente, não é uma boa ideia procurar frases na net naquela de se parecer muito culta, ou acaba-se por fazer figuras destas.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

vidas tristes

Não me perguntem porquê mas, pela segunda vez numa semana, passei a noite cheia de dores de costas e só consegui adormecer às seis da manhã. Agora, do que eu não me orgulho é de assumir que, assim como quem não quer a coisa, me espetei no sofá às cinco da manhã a comer bolachas - e descobri que, de vez em quando, há mesmo música na mtv - e a cantar a story of my life.

Em minha defesa, juro que nem sei a letra toda e só a aprendi graças a uma versão dos rudimental que mistura essa música com a the monster. É só. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

testado por mim

A receita do divertimento:

1. encontrem uma pessoa realmente preconceituosa;
2. insiram na conversa temas que a choquem, sei lá, digam que têm fantasias com um preto, que gostam de pornografia lésbica, que são a favor da masturbação, qualquer coisa serve e não precisa sequer de roçar a verdade;
3. let the game begin.