domingo, 3 de julho de 2016

para contrariar a tendência

Estava à espera de passar o meu aniversário enrolada ao cantinho a chorar baba e ranho, a lastimar-me pelos últimos meses, pelas pessoas que perdi, pela solidão. Mas houve alguém que me arrancou de casa. E arrancou-me sorrisos, também. Gargalhadas.

Não fiz uma festa grande. Não recebi oito mil prendas. Não dancei a noite toda. Não comemorei os 21 como, possivelmente, se espera que se comemorem os 21: mas não chorei, não tive tempo para estar triste. Percebi, de coração cheio, que há mesmo pessoas incríveis neste mundo. Pessoas que se esforçaram para que eu tivesse um dia bom.

E conseguiram.

sábado, 2 de julho de 2016