quinta-feira, 5 de setembro de 2013

awesomeness overload

Da última vez que me tentei encontrar com alguém no comboio, acabei sentada ao lado de duas velhas que não paravam de olhar para mim, enquanto eu chorava agarrada a um livro. Deprimente, bem o sei, mas acreditem que é a história da minha vida.

Para evitar fazer outra viagem abandonada numa carruagem, tentámos combinar uma de maneira a que fosse fácil eu localizar a bicha. Primeira - mesmo lá à frente. E então o comboio parou ao meu lado, mas a primeira carruagem já ia longe de mim, e eu começo a olhar para as portas em desespero. Claro que podia atravessar o comboio todo por dentro, mas com a minha propensão para atrair a desgraça, ainda acabava estatelada no chão a meio. Ou isso ou porque a ideia de passar por tanta gente, me assustava, porque as pessoas acabariam, eventualmente, por olhar para mim, e não é bem como se eu me sentisse confortável.

Voltando à estação - está a patrícia, completamente desesperada, a tentar decidir se preferia tentar chegar à carruagem certa ou sentar-se com uma velha a discutir rendinhas para naperons, quando toma uma decisão. A decisão mais estúpida de sempre. Mete-se a correr pela gare fora, quase vai contra o revisor, só para chegar à última porta. Oh, esperem - não gosto de ter ninguém a olhar para mim, não é? Ainda bem, porque consegui que todas as cabeças se virassem na minha direção.

trip em família

Não sei o que se passa, eu hoje até tomei banho e tudo, mas mesmo assim, a sala de cinema estava vazia outra vez. Claro que fiquei inconsolável, a enfardar gomas durante o filme, mas foi só mesmo por me sentir triste com o facto de só ter a wild bicha como companhia.

Quanto ao filme, well, é para rever. Umas mil vezes. Vale mesmo a pena.