sexta-feira, 4 de maio de 2018

balada do desempregado

Ainda há dias vi uma notícia onde falavam da poluição e do facto de a maior parte das pessoas preferir continuar a andar no seu próprio carro, ao invés de se preocupar com o planeta e utilizar transportes públicos. Achei fofo.

Falo por mim: podendo, prefiro mil vezes usar transportes públicos porque, além de ficar estupidamente mais barato, não tenho de passar pelo massacre diário de conduzir - é que a pessoa, além de ter traumas, cruza-se com demasiados atrasados mentais a quem, infelizmente, alguém se lembrou de meter uma carta de condução nas mãos. 

A questão é que a maioria dos anúncios de emprego tem, como requisito, carta de condução e viatura própria - se eu até percebo isto em determinados contextos, ainda não consegui entender porque fui rejeitada quando, inocentemente, disse que o transporte nem sequer seria um problema, dado a loja ser mesmo ao lado da estação de comboios. Aparentemente, uma rececionista também precisa de sair da loja; pergunto-me se farão receções ao domicílio ou coisa que o valha.

Claro que aprendi a lição: se me perguntam se tenho carta e carro, digo sempre que sim, porque é essa a verdade, omitindo que tenciono fazer os possíveis para não ter de o usar. Agora, alguém que me explique: desde que eu chegue a horas, que raio de diferença poderia fazer se eu vou de carro ou montada num unicórnio cor de rosa?

É que depois isto ainda traz outro problema no bolso, que é o seguinte: ora começam a torcer o nariz dada a distância a que vivo do local em questão, porque fica longe para ir de carro, e me rejeitam... ora explico que não há problema algum porque eu até prefiro ir de comboio, e rejeitam a hipótese porque, aparentemente, não se pode. Eeeee... continuamos na mesma merda.

7 comentários:

Jota Esse disse...

Segue o conselho do Passos Coelho e faz do desemprego uma oportunidade. Emigra, ou cria a tua própria empresa. Nem que seja para te vingares quando fizeres o mesmo às candidatas a um lugar.
E acabei eu de ler, no DN, a uma gaja de 33 anos, que a Expo 98 mudou Lisboa e Portugal.
Só se mudou para o cu do mundo...

Jota Esse disse...

Estás muito "très jolie". lol

ernesto disse...

Estou, pois ahah

Jota Esse disse...

Então oh... "très jolie", agora só pensas em namorar? lol

ernesto disse...

Falta de tempo mesmo :)

Panda disse...

ernesto, vim dar uma volta pelos blogues, ao fim de todo este tempo, e apeteceu-me deixar-te aqui um beijinho. Cá fica ele :)

ernesto disse...

Panda! Beijinho!