quinta-feira, 1 de maio de 2014

dos dias de que se foge

Mais do que habituada a ver a vida do avesso, tenho já como certo que tudo o que de mal me acontecer será quando menos espero, e que as coisas boas acontecem nos momentos em que eu temia três mil e cem coisas más. 

Talvez por isso, passo a vida a tentar enganar a sorte, a criar medos infundados que sei que não sinto realmente, a ver se pega, a ver se corre bem. Nunca resulta e eu sei disso demasiado bem. Talvez seja por isso que estou com tanto medo. Medo a sério, desta vez.

odisseias

Confesso que me fartei de gozar com a pipoca quando descobri que a mocinha até tinha um outfit especial para ir passear o cão, mas agora vejo-me obrigada a dar-lhe uma certa razão. Nunca se sabe quem encontramos.

Estão a ver aquele fato de treino velho que vocês guardam religiosamente para quando é necessário ir ao supermercado aos sábados de manhã? Queimem-no. O facto de irem só comprar dois quilos de carne e uma lata de salsichas não é desculpa para sairem à rua mal vestidas e de cabelo seboso - nunca sabem quem é que vão encontrar e já bem bastam todas as outras humilhações porque uma pessoa pode passar. 

Ainda ontem, por exemplo, fui ao supermercado com a mommy  e estava lá um grupo de gajos da escolinha - awesome. A minha progenitora achou que era boa ideia espetar-me com uma embalagem de papel higiénico nas mãos, naquela de mostrar aos moços que cá em casa se caga à homem, enquanto eu fiquei a olhar à volta com ar de eu juro que isto não é para mim, nem sei o que é