29/06/13

não se escolhe, dizem

A minha avó veio perguntar-me como me tinha corrido o exame de matemática. Disse-lhe que tinha corrido mal, muito mesmo. E então ela começa a comparar-me com o meu primo, que tinha passado com boas notas no meio de tantos que chumbaram e tudo e tudo, e que ainda por cima é bom a matemática. Tudo bem. A diferença é que o meu primo está no 2º ano, e eu no 12º. São "só" dez anos de diferença.

E é engraçado pensar nisso. Nessa altura ainda eu era boa aluna, muito boa aluna, e as professoras diziam sempre à minha mãe que eu tinha excelentes capacidades de aprendizagem, que queria sempre aprender mais e que nem me contentava com o que me ensinavam no meu ano. Queria aprender o que aprendiam os que estavam no ano a seguir. Quem diria que, dez anos mais tarde, me iria sentir tão burra? Invejo a criança que fui. Eu era tão feliz antes de me ter apercebido de tudo o que estava errado comigo.

A minha avó irrita-me e é por isso que não tenho paciência para ela. Ela que venha comparar-me com o meu primo outra vez. Quero ver aquele puto mimado daqui a dez anos.

3 comentários:

Sail disse...

Como eu te entendo...A minha familia é igual -.-

Kyle Phillipe disse...

eu por acaso até tenho sorte, mas costumo ser comparado a quem eu era. :s

Athena disse...

Fogo, a tua avó também...
2º ano não se compara ao 12º.