09/08/16

coerência

Dizia-me há uns meses que as coisas tinham mudado, que o que sentia por mim já não era a mesma coisa e que eu precisava era de ir arejar, de conhecer novas pessoas, conhecer alguém. 
Por respeito, e porque continuamos amigos, contei-lhe quando aconteceu, quando alguém conseguiu, finalmente, fazer-me sentir algo de bom outra vez.

Ficou com ciúmes e deixou de me falar por dois dias.

3 comentários:

Agridoce disse...

Ahahahah! Haja paciência!... São piores que nós!

Anónimo disse...

Eu podia escrever uma dissertação enorme sobre o assunto porque vejo disto todos os dias mas escrevo apenas duas coisas e espero sinceramente que não leves a mal...

1. Espero que não confundas esse amuo com sentimentos genuínos. A única coisa que está na origem desse amuo é um grande ego e receio de perder a atenção que lhe tens dado (e que pelos vistos não é merecida).
2. Enquanto não deres valor a ti mesma (e quando deres, não vais desperdiçar mais tempo nem energia com ele) ele também não vai dar.

ernesto disse...

Não levei a mal, anónimo, porque o que disseste é verdade :) se bem que o moço não é assim tão mau, que não é, mas não soube - ainda não sabe e, confesso, eu compreendo - lidar com as consequências de um acidente que teve há uns meses, e que o deixou parcialmente incapacitado. Foi isso e o meu feitio de merda que deterioraram o que tínhamos, porque eu nunca soube lidar com a necessidade dele de se isolar. Queria que ele soubesse que o que lhe tinha acontecido não mudava nada, e então eu cansei-me porque ele se isolava e ele cansou-se porque eu teimava em tentar tirá-lo de lá.

Teve este ataque de ciúmes porque percebeu que me está a perder, mas não fez nem fará nada para me impedir. Pelo contrário. Nós conversamos sobre o assunto, até porque ele sabe melhor do que ninguém como é o meu feitio, e sabe exatamente como me acalmar para eu não fazer asneira, mas eu e ele já não temos volta a dar. Somos amigos, excelentes amigos :p