1 de julho de 2018

(não quero dizer nada, mas julho é o meu mês favorito)

No ano passado, fui para o somnii em sofrimento: estava doente, assim à beira de cuspir um pulmão, tinha um ouvido tapado e, como se não bastasse, já que trabalhava no hospital, a única forma de conseguir ir foi saíndo do turno da noite no primeiro dia de forrobodó, e trabalhar mais 16 horas, seguidinhas, na segunda feira seguinte - ou vá, das quatro da tarde de segunda até às oito da manhã de terça - para poder ter o sábado e o domingo para abanar o cu no areal.

Não me bastassem estas condições tão favoráveis à diversão, esqueci-me por completo de que sou uma senhora de idade, cuja coluna não permite estar tanto tempo em pé no mesmo sítio, o que me levou a um desespero de que não gosto sequer de me lembrar. Estava, portanto, bastante rabugenta e com vontade de correr à lambada todas as amáveis criaturinhas que, (quase) com idade para serem minhas filhas, me mandavam fumo para cima, para o caso de eu ainda não estar a tossir o suficiente.

Saímos de lá, eu e ele, a jurar para nunca mais, a prometer que este ano iríamos arranjar um programa alternativo para esta época. Ou seja, como é óbvio, tirámos o bilhete para o somnii em fevereiro. 

A (menos de) uma semana do evento, a pessoa já está aqui em ânsias, mesmo que vá ficar com raivinha dos dentes a olhar para crianças seminuas a comemorar a passagem para o sétimo ano, mesmo que se vá sentir velha, mesmo que vá ficar em desespero porque estas costas já vão no 86º aniversário, no mínimo. Sei lá. Não tenho desculpa para continuar a gostar tanto disto - e vai com culpas mesmo, que o que importa é abanar o cu.

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