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domingo, 9 de agosto de 2015

sobre o passado

Apercebi-me de que passo a vida a obrigar-me a não pensar nisso, mas ainda há sítios que eu não perdoei, músicas que eu não sou capaz de ouvir e perfumes - o perfume dele - que eu não suporto. Apercebi-me de que nunca me permito a pensar muito no passado porque o passado mexe, mói, lança dúvidas e uma certa dose de desespero, de ânsia, de nostalgia. Já não há sentimento, mas há memória e às vezes é muito pior.
O tempo atenua as mágoas, cura as feridas mas alimenta a saudade; não sei se estaria melhor agora se não tivesse tomado decisões erradas. Provavelmente, não - mas nem por isso sou capaz de esquecer por completo.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

não disse nada

Sou má com datas  - não me esqueço delas. 
Fico a moer, a roer as unhas até ao sabugo, a roer dedos, mãos e braços, fico com raivinha dos dentes e a tentar ignorar. Tento fazer-me de indiferente mas é fogo de vista; eu lembro-me. E ontem não me esqueci.

Nunca saberemos a importância que uma pessoa terá nas nossas vidas quando as olhamos pela primeira vez - mas, mais tarde, visto de longe, é impossível não nos espantarmos com o conjunto de banalidades que nos levaram até onde estamos agora. E que nos mudaram para sempre.

Há um ano atrás, era sábado - o sábado a seguir à sexta feira 13 - e eu cheguei a casa de manhã, a sentir-me meio esquisita e sem fazer ideia de que as coisas nunca mais seriam o que eram antes. Parece exagero? Mas não é.

Conhecê-lo mudou tudo. Mostrou-me um mundo que eu não conhecia, abriu-me os olhos. Fez-me mais eu. E, sobretudo, nunca lhe poderei agradecer o bastante por me ter levado até onde estou agora. Se acabou bem? Definitivamente, não. Mas, posso jurar, nunca me vou esquecer dele e da importância que ele teve na minha vida. 

E, a cada sexta feira 13, será um novo e eterno obrigada - não pelo que fomos, mas por aquilo em que ele me transformou. 

sábado, 18 de abril de 2015

eu tenho uma caixa de recordações

Abri-a.
As últimas coisas que tinha atirado lá para dentro foram dois bilhetes do sunset do ano passado. Um é o meu, e o outro era dele - sei que fiquei com ele por mero acaso, mas também sei exatamente o porquê de o ter guardado. Sei o que ele simboliza e que está longe de ser um mero bilhete para mim. Foi um passaporte. 

Por mais que tudo se tenha desmoronado pouco depois, não me posso queixar - fui onde quis, fiz o que quis. E não me arrependo do rumo que tomei no fim. Não estou feliz nem triste, mas estou bem. Agora fico bem.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

por ser sexta feira treze

Eu podia não dizer nada, podia fazer de conta de que estou distraída e não me lembrei disto o dia todo, mas não sei fingir - sou mesmo estupidamente boa com datas e os pormenores raramente me falham. Sentia que me faltava alguma coisa por não ter assinalado isto.

Faz hoje oito meses; também era sexta feira treze, noite de luar. Saí nessa noite; entenda-se, estávamos naquela época chata em que não fazemos mais nada senão pensar nos exames, desesperar pelos exames, deprimir com os exames, e a precisar urgentemente de alguma coisa que nos acalentasse o espírito. Então, saímos nessa noite para esquecer, para dançar até de manhã, para beber. Era sexta feira treze, repito, e eu tinha essa estranha sensação de que aconteceria alguma coisa de extraordinário porque o treze é o meu número. E aconteceu.

No meio de tanta gente, numa festa ao ar livre, reencontrei alguém que nunca pensei que voltaria a ver e que nunca achei que pudesse vir a significar tanto para mim. Mas foi nessa noite, faz hoje oito meses, que tudo começou.Não acabámos bem; ele desiludiu-me, magoou-me e, para vos ser franca, até a ideia de ser altamente provável eu encontrá-lo amanhã me deixa zonza, mas ensinou-me imensas coisas. Tal como disse: o ano passado foi um ano do caralho em que tudo me aconteceu, em que fui um milhão de vezes ao tapete, mas não deixou de ser um dos melhores da minha vida. E, de alguma forma, ele contribuiu para as duas coisas, mas agora só lhe tenho a agradecer, apesar de tudo. Ele fez-me perceber de que havia vida muito além dos limites que eu tinha imposto a mim mesma, durante anos. Fez-me entender que nem toda a gente olhava para mim da mesma forma que eu - independentemente de tudo o que se seguiu, dos que vieram depois, ele foi o primeiro. Deixou-me mais solta, mais livre, do que nunca e, sobretudo, antes de todos os estragos, fez-me bem. Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe, não é?

Faz hoje oito meses, era sexta feira treze, noite de luar, e a minha vida mudou.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

sobre as revelações

O tempo não traz soluções, mas traz respostas. E isso pode ser um milhão de vezes melhor.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

inconvenientemente

Julguei-me de coração leviano, capaz de se apaixonar ao mais leve toque, mas encontro-o agora empedernido e inalcansável mesmo quando eu o tento entregar em mãos - tenho uma paixão antiga cravada a ferro e fogo e, tudo o mais que faça, nunca nada me sabe ao mesmo. Ainda que já tenha procurado abrigo noutros corações, ainda que já tenha procurado conforto noutros braços, ninguém é igual. Podem até ser melhores, mas não são iguais - e então é a ele que quero voltar sempre. Mas não posso.

sábado, 17 de janeiro de 2015

foi assim que aconteceu

Queria não ter uma memória tão exageradamente boa ao ponto de me sentir obrigada a marcar o dia de hoje no calendário como o primeiro aniversário do início de tudo. E isto é a prova de que a minha vida dá voltas estranhíssimas.

domingo, 28 de dezembro de 2014

,

Vivi tanto tempo na ilusão de que conseguia meter uma rédea no que sentia que não consegui perceber o quão feliz estava nos poucos momentos em que me esquecia de a deixar curta - não queria apaixonar-me por ti e tudo o que ia sentindo sabia-me a errado, a proibido, a estranho, mas não conseguia parar; fugia-te porque sabia que não me deixarias ir embora de forma alguma, que por mais que eu tivesse a mania de que conseguia manter um coração livre e indomável, me irias agarrar pela cintura e eu fingir-me-ia de contrafeita só para não parecer mal. Um dia, deixaste de me segurar e eu fiz de conta que não me importava de ir embora.

Se pudesse voltar atrás, nem pensaria duas vezes - mas não posso. Pelo menos, é o que dizem, que para a frente é que é o caminho e que não há mais nada que eu possa fazer com o passado - ninguém entende que do passado eu não quero mudar nada; só te queria puxar para o presente e deixar de sentir a tua falta todos os dias. Queria poder inventar o tempo que nos faltou no tempo em que achámos que ele nos pertencia - queria-te aqui agora, sentado comigo a ouvir o crepitar da lareira, ou queria-te comigo nas manhãs frias em que, sem quê nem para quê, volto à praia onde um dia os nossos passos ficaram marcados lado a lado, na altura em que ainda caminhávamos de mãos dadas e o mundo nos fazia mais sentido assim. 

Tenho saudades tuas mas não há nada que eu possa fazer com isso. Não é tão simples quanto ligar-te a meio da noite e pedir-te que voltes, ou aparecer à tua porta à espera que me deixes voltar para o abraço que me sabia como um regresso a casa - não posso sequer pedir-te que me ouças porque sei que já é tarde e há mais mundo para além do que se desfaz - mas talvez não se devesse desistir de ânimo leve enquanto todas as músicas me lembram de ti, enquanto é a ti que comparo todas as pessoas por quem me interesso, enquanto as palavras mais banais te me trazem de volta à memória as conversas mais sem sentido que algum dia tivémos - sinto a falta do que foi nosso mas sinto ainda mais falta do que não foi, pela certeza de que tudo poderia ter sido diferente se eu tivesse compreendido a tempo que na vida real ninguém me dá oportunidade de escrever um rascunho antes de passar a nossa história com uma letra bonita para o papel onde a podemos mostrar ao mundo. E eu lamento ter-te perdido. Lamento não te ter dito que não estava a fugir de ti - estava à espera que me desses a mão e fugisses comigo.

domingo, 5 de outubro de 2014

claro, amigo

Eu sei que já não há nada entre nós e que entretanto eu também tenho andado por outras paragens, que neste momento ele já nem sequer ocupa um lugar de destaque na minha vida e que me chateia bem mais a confusão que se instalou com o outro - mas, foda-se, ele ter mudado a foto de perfil, duas vezes em poucos dias, para uma foto (duas!) dele e da amiguinha de quem eu sempre tive ciúmes é um golpe demasiado baixo. E tudo bem que ele até nos apresentou e tudo e tudo, e que na volta são  mesmo só amigos e que, either way, eu já nem tenho nada a ver com isso - mas não gostei. 

sábado, 4 de outubro de 2014

acontecimentos

Não sei como fiz isto mas, desde que me chateei com o rapazinho com quem tive uma relação inominável, passei a lembrar-me dele feio, bem feio, e a questionar-me como que raio lhe tinha eu caído aos pés, como se em algum momento tivesse sido isso a pesar naquilo que senti por ele. Palavra de honra, a raiva distorceu-me as memórias, e ver fotos também não ajudava porque o moço fica sempre com uma cara de parvo que valha-me deus.

Ontem, quando o vi, tive de piscar os olhos duas vezes antes de acreditar no que estava a ver - não é a última bolacha do pacote mas, foda-se, afinal ele tinha mesmo uma cara fofinha. Como é que eu me esqueci dos traços dele tão depressa? Geez.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

esses (des)encontros

Por mais que uma gaja ache que está na boa, dar de caras com o ex-coiso-que-nunca-chegou-a-ser-promovido-a-namorado logo de manhã, dá cabo de qualquer uma.

Depois da forma, vá, abrutalhada, como eu acabei com o pouco que ainda havia entre nós na altura, estava à espera de que ele me arrancasse um rim a sangue frio assim que me metesse a vista em cima. Ou, na melhor das hipóteses, que me dissesse tudo aquilo que - percebi mais tarde, quando pensei no assunto de forma mais racional - eu merecia ouvir. Então, assim que o vi, entrei naquele dilema interior do cumprimento-ou-fujo, e acabei por tentar cruzar-me com ele de mansinho, a ver no que dava. 

Dizer que estava a tremer é muito pouco - juro-vos, eu parecia um humilde vibrador a lutar pela vida. Espetei-lhe um beijinho na bochecha, em jeito de cumprimento, e lembrei-me depois que se calhar era boa ideia repetir o processo na outra bochecha, assim como se faz com as pessoas normais, mas também não valia a pena estar a armar-me em esquisitinha porque, assim como assim, temos uma história. 

Na realidade, eu gostava de ter falado mais com ele, mas sabia que não valia a pena - este é um dos raros casos em que eu concordo que vale mais deixar tudo como está, mesmo tendo ficado tudo por dizer, porque não adianta. Éramos um caso perdido, por mais que tentássemos - eu iria sempre estragar tudo. Disse que estava com pressa e deixei-o pendurado, depois de um milhão de fintas que, em outras circunstâncias, teriam tido imensa piada, mas não lhe voltei a dar um beijinho antes de vir embora. Em parte, porque não sabia se era boa ideia, mas também porque acho que aproximar-me demasiado dele é voltar para terreno minado.

Despedi-me à pressa e fui-me embora, prometendo a mim mesma que não ia olhar para trás, porque é lá que tem de ficar o passado, independentemente do quão bom ou mau ele tenha sido. Quebrei a minha promessa quando cheguei ao fundo, mesmo antes de mudar de direção, só para confirmar aquilo que eu já estava quase certa de que era a verdade - ele continuava a olhar para mim.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

nunca dar um capítulo por encerrado

Seria bom que conseguíssemos apagar as pessoas da nossa vida tão depressa quanto apagamos um número de telemóvel - mas isso não acontece. E, depois de tudo, depois de ter andado por outras paragens, nem ousei confessar a ninguém que ver fotos recentes me deixou com saudades, porque sei que não posso voltar atrás no tempo e retirar tudo o que disse. Nem valia a pena.

domingo, 21 de setembro de 2014

drunk cinderella

Por causa de um problema com as mensagens, fiz um backup ao telemóvel e acabei por perder vários contactos - senti-me tão aliviada quando me apercebi de que um dos números que tinha ido com o caralho foi o do gajo com quem tive uma-relação-inominável-que-nunca-chegou-a-ser-namoro, que me pergunto como que raio nunca me ocorreu apagá-lo.

Pelo menos agora sei que não vou voltar a sair à noite, beber demais e acabar a ligar-lhe às cinco da manhã a dizer que sei de tudo e a mandá-lo foder porque, trust me, sóbria é difícil demoverem-me quando eu decido fazer alguma coisa... mas bêbeda é absolutamente impossível. E já estava na hora de me livrar de tudo o que ainda me ligasse a ele; done. Sinceramente, não podia estar melhor com isso.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

só para apontar

Por ter conhecido de perto casais que chegavam a níveis mórbidos de ciumeira, prometi a mim mesma que nunca nesta vida me havia de deixar envolver com alguém em quem não fosse capaz de confiar completamente, ou acabaria por ter de engolir cada merda que disse acerca das obsessões e cenas. 

Isto funcionou parcialmente - mas dei o benefício da dúvida. Deixei-me levar por essa ideia de que fosse verdade, que talvez a confiança tivesse de ser construída pecinha por pecinha, como se a tivesse roubado no ikea e tivesse perdido o manual de instruções. 

Em menos de nada, eu tornei-me a gaja mais stalker que vocês possam imaginar. Já era - shame on me, uma pessoa tem de fazer pela vida - mas, em menos de nada, só me faltava mesmo descobrir qual era o tom da base que a mocinha de quem eu desconfiava usa. E percebi nessa altura que não estava minimamente feliz com aquilo que estava a construir. Ou a tentar.

A minha mãe diz que desde pequena que é difícil fazerem-me voltar atrás; ou é ou não é. Se não gostar, se não confiar, se não me apetecer, à primeira, é muito difícil que algum dia o venha a fazer. E foi exatamente isso que aconteceu; não era de mim, percebi-o mais tarde. Há realmente pessoas em quem eu consigo confiar facilmente, mas ele nunca foi uma delas e nunca seria.

Alforrecas, passou-se uma semana desde que, literalmente, eu o mandei foder e juro-vos que foi um dos melhores presentes que dei a mim própria. Por muito que até  possa estar a ser injusta com ele, por muito que a intuição me tenha falhado desta vez e tudo isto seja um disparate, nunca resultaria durante muito mais do que um par de horas seguidas e, sinceramente, há gente muito melhor neste mundo. Às vezes nem é preciso procurar muito.

sábado, 6 de setembro de 2014

welcome to the jungle

Eu acho que vou encerrar este verão com uma inscrição nos álcoolicos anónimos - juro que nunca fui dessa gente que bebe para esquecer, mas sabe deus o quão fodido é sair à noite deprimida, a música ser uma merda e uma gaja poderar cortar os pulsos no meio daquilo. E então, iniciam-se as excursões ao bar, o que tem acabado sempre mal para o meu lado.

Acabei agarrada ao telemóvel, claro está, a ser eu própria e a dizer tudo o que tenho calado de enxurrada, bruta que só eu, com três mil chamadas pelo meio e oito mil vai-te foder. Ia chorando, senhores, ia chorando com o encerramento oficial de um capítulo que nunca devia ter existido. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

sobre a intuição

Está tudo incrivelmente errado outra vez - depois de um par de horas de calmaria, a tempestade voltou em força. Que é como quem diz: mais uma discussão. Outro final atabalhoadamente definitivo, tal como todos os outro mil finais definitivos que tivémos antes.

Estou a ficar perita nisto! Posso não saber fazer mais nada nesta puta desta vida, mas juro-vos que este verão tive mais discussões do que no resto da minha vida toda até esta parte e sou realmente boa a acertar onde dói mais. Não, não estou a falar do parzinho lá de baixo porque ainda não me deu para a violência; estou a falar de todos os tipos de coisas que não se devem dizer e que a patrícia usa como flechas. É uma gaja fodida, essa.

Hoje não foi diferente. Ou foi porque, ao contrário de todas as outras vezes e apesar de ter sido, talvez, muito pior do que tudo o resto, eu não consigo estar minimamente nervosa ou chateada. É um ciclo vicioso e eu sei o que se segue. Mesmo sem querer, sei - assim como sabia que faltava uma discussão bem feia para completar a volta.

Andamos em círculos e esta merda é meio assustadora. E reconfortante, ao mesmo tempo. Geez.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

a vida dá vodkas

Odiava quando ele me chamava bebé. Nomes foficoisos nunca foram para mim e esse em específico dava-me cabo dos nervos - mas um dia acabei por perceber que não podia levar a mal. Era a maneira dele de ser fofinho e eu não o podia culpar por não conseguir chamar-lhe nada mais carinhoso do que deficiente.

Mas a prova de que a vida dá voltas estranhas é que agora eu dava o cu e oito tostões para ele me voltar a chamar bebé. Ou mor. Ou xuxuzinho. Ou qualquer outra merda ainda mais pirosa, se possível. Quero que isto passe, boa? Boa.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

ouch

Por qualquer motivo, comecei a receber algumas mensagens do rapazinho em duplicado. A segunda chegava depois de eu responder à primeira - ok, não há nada que possa correr mal, pois não? Aparentemente, não. O problema é que eu só me apercebi realmente disto há bocado e, à tarde, fiquei capaz de arrancar a pele ao gajo, sem dó nem piedade. Porquê? Porque aconteceu isto:

- vou para o inferno pá
- ainda bem

Sério, isto só pode ser conspiração.

planos para depois

Eu juro que tenho feito tudo e mais alguma coisa para tentar manter a paciência e não desistir, mas é difícil - eu digo que tenho o meu quê de gajo mas se calhar nem é bem assim. Pelo menos, tenho colhões suficientes para enfrentar os problemas, para dizer o que quero, para falar. Já os reais portadores de genitália masculina fogem de conversas sérias como o diabo foge da cruz, e dizer-vos que estou cansada é muito pouco. 

A minha última esperança é que, não sendo propriamente uma femme fatale, para aquele macho em específico, acho que sei como não o deixar resistir. Ou tenho uma vaga ideia, vá. Agora é só esperar que corra bem. Se correr mal, well, we'll always have vodka.

domingo, 31 de agosto de 2014

antes de ir

Vou ter de passar o dia a engolir três toneladas de orgulho em pequenas doses para ver se me aguento logo à noite - há coisas que precisam de ser ditas e feitas, doa a quem doer. Há oportunidades que não podemos perder e pessoas de quem não podemos simplesmente abrir mão porque ir atrás delas dá trabalho. E implica darmos o braço a  torcer.

É legítimo termos opiniões diferentes sobre assuntos que fogem à razão - e todas as opiniões devem ser aceites e respeitadas, mesmo que nem sempre sejamos capazes de concordar. O mínimo que podemos fazer é ouvir. E perdoar o que não chega a ser motivo de perdão porque não há culpas.

Ou há. Meio minhas, por sinal, que sou feita de orgulho, de insegurança, de respostas tortas e de ciúmes. Rendo-me, mais uma vez; prometo a mim mesma que é a última, para me apaziguar um bocadinho, mas sei que é mentira. Há sítios onde vale a pena voltar e pessoas por quem vale a pena lutar. Especialmente quando, noutros tempos, elas fizeram tudo por nós. Talvez nunca chegue lá mas, either way, estou a caminho. E voltarei a estar, as vezes que forem precisas. Até que eu me canse.