Mostrar mensagens com a etiqueta cenas de gajas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cenas de gajas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 3 de maio de 2020

sangue, dor e sofrimento - ou um título para chamar a atenção

Ainda me lembro da primeira vez em que ouvi falar dos copos menstruais e, não vou mentir, a minha primeira reação foi qualquer coisa tipo isto:


Uma pessoa cresce a ouvir histórias de terror sobre pessoas que vão parar ao hospital com garrafas introduzidas em partes do corpo que habitualmente não transformamos em garrafeiras, e de repente estavam a dizer-me que enfiar lá um copo era normal. 

Até há coisa de, sei lá, um ano e meio, nunca mais pensei sobre isso: entretanto, devido a uma série de problemas que me fizeram querer afastar das partes toda e qualquer coisa que pudesse irritar a área, voltei a pesquisar sobre o copo. Já tinha crescido um bocadinho, felizmente, e percebi que não era assim tão estranho quanto isso.

Pesquisei muito sobre o assunto - mas assim MUITOOO mesmo, porque esta alma sovina não iria gastar 25€ para uma borrachinha de introduzir no pipi sem ouvir mil e quinhentas pessoas a falar sobre o assunto - e é por isso que estou a escrever este post com a minha opinião absolutamente irrelevante, para o caso de alguém também andar na dúvida.

Acabei por me decidir e fui a uma wells para comprar o meluna, aquele que me parecia o melhor. É de referir que existem tamanhos diferentes, dependendo do corpo de cada mulher, e é uma merda porque... bem, ninguém sabe propriamente quanto é que veste de vagina, não é? 

A rapariga, que claramente nunca tinha usado um, aconselhou-me um S; não a condeno, vá! Com esta cara que mais parece uma máscara de carnaval, entendo que a moça tenha partido do princípio de que seria uma eterna virgem. Portanto, deu merda: funcionou nos primeiros tempos, numa fase em que me estava ainda a adaptar (ou melhor, na altura eu achava que as pequenas fugas eram normais por não estar acostumada), mas depois percebi que era mesmo demasiado pequeno para mim. E não, não há nada de errado aqui: o S da meluna foi pensado para miúdas virgens, e o tamanho "normal" é o M, mas a miúda que me atendeu ficou assustada com a diferença de tamanhos e achou que teria de ser o mais pequeno.

Com isto, uns dois meses depois de ter gasto 25€ desta vida (ou perto, vá), fui a correr para uma farmácia para comprar outro. Não me lembro ao certo da marca (easycup?), mas foi ligeiramente mais barato, e nesta já tinha mesmo de ser o S visto o M ser para mulheres que já tenham passado por um parto vaginal. Again, duvido que vos interesse particularmente o tamanho do meu copo, mas é só para perceberem que é preciso ter atenção na hora de comprar e que varia de marca para marca.

E depois, Cinderela?
Olhem, depois apeteceu-me esbofetear aquela catraia que, há uns anos, gozou com a existência de um copo para aparar as beiras do útero!

Acreditem quando vos digo que foi o melhor upgrade que fiz na minha vida: duvido que neste momento já tenha recuperado do investimento (por ter comprado dois, gastei cerca de 45€ no total), mas é um descanso. Principalmente quem, como eu, tiver uma profissão em que nem sempre é fácil ir à casa de banho para trocar um tampão, vai perceber que o céu existe quando lhe bastar preocupar-se com a coisa duas vezes ao dia.

O copo é feito de silicone cirúrgico, e existem várias dobras possíveis para o fazer caber. Uma vez lá dentro, ele abre, cria vácuo e a magia acontece. Agora, se forem daquelas moças que têm algum receio de tocar em si mesmas, talvez não seja a melhor ideia: é preciso passar o dedo à volta para se certificarem de que o copo abriu. Relembro que é o vosso corpo e não há nada de nojento nisto, desde que tenham as mãos lavadas.

À semelhança dos tampões, não se sente absolutamente nada, desde que esteja bem colocado. Uma vez lá dentro, podem ser felizes durante 12 horas sem medo de morrer de síndrome do choque tóxico. Pessoalmente, nunca conheci alguém a quem tivesse acontecido, mas nunca fiando.

Existem imensos vídeos no youtube a mostrar as dobras possíveis, e toda uma série de outras questões que também vêm nas instruções do copo. Neste momento, já uso há um ano e não me consigo imaginar a usar qualquer outra coisa. Não faço ideia se alguma de vocês desse lado estará interessada ou minimamente recetiva a experimentar, mas acreditem que eu acho que mudou a minha vida para melhor e não lamento um cêntimo gasto nisto - e isto, minhas caras, significa muito vindo de mim porque eu odeio gastar dinheiro.

Se estiverem na dúvida, experimentem. Se não estiverem ainda na dúvida, aconselho-vos a a ficar porque vale muito a pena. E, no fim de tudo, já têm um copo para brindar* ao quão lindas e fantásticas são as fêmeas por sangrarem cinco dias e continuarem de pé. Éxétegue girl power.

(*não recomendo, mas se o fizerem enviem um vídeo.)

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

estou a ficar menina

Há umas semanas, partilhei a minha frustração por ter constatado que o óleo de coco, aquela oitava maravilha do mundo, não tinha funcionado no meu cabelo. Eu bem tentei, mas senti que tinha ficado com uma esfregona velha e escorrida em cima da cabeça.

Foi então que duas meninas me vieram falar do cronograma capilar - eu sei, eu sei: às vezes também sinto que vivo numa gruta. Apesar de já ter ouvido falar, nunca tinha realmente ido ver o que era. What a shame.

Resumidamente, e porque eu quero mesmo acreditar que não fui a última a descobrir isto, nas palavras de uma leiga em cabelos: existem quatro tipos de cronograma capilar (saudáveis, descolorados, danificados ou muito danificados), e o que muda entre eles é a ordem e frequência em que se usa cada uma das três máscaras que o constituem - hidratação, nutrição e reconstrução.

E qual dos cronogramas é que estás a fazer, Cinderela?
Ora, eu faço o CC falidos, que é um CC não-oficial criado por mim porque, de momento, não dá para estar a gastar metade do meu ordenado em produtos para o cabelo e, apesar de não ser o mais aconselhável (que não me batam as meninas que sabem de cabelos), eu continuo a comprar as coisas no supermercado. E pior: ainda espero pelas promoções para comprar as máscaras que quero.

Isto tudo para dizer que a coisa funciona mesmo: ou o cabelo está mesmo fofo ou o efeito placebo é incrível.

Posto isto, se alguém andar aí desesperado para domar a crina, sem saber o que mais lhe fazer, e no caso de eu não ter sido mesmo a última leiga a descobrir isto, olhem, tentem. Pior não fica! (digo eu, que nem percebo nada disto)

sexta-feira, 20 de julho de 2018

um pedido de ajuda sincero

Por mais que me custe dar o braço a torcer e assumir que preciso de ajuda, há alturas nas nossas vidas que não podemos aguentar tudo sozinhos. Em que precisamos de alguém que esteja lá para nos apoiar, que nos diga que somos capazes. Que nos convença, enfim, de que vai dar tudo certo.

É-me difícil escrever-vos estas palavras, mas preciso do vosso apoio.
Para vos contextualizar, preciso que saibam disto: eu nunca tive uma relação fácil com os pêlos. Especialmente se estivermos a falar do buço, posso ter uma simples penugem esquisita e já estou aqui a ponderar comprar um acordeão e fugir em digressão com o quim barreiros. 

O meu problema é que nunca consegui encontrar um método completamente satisfatório para os exterminar - e aqui já estamos a falar das pernas, calma. Eu sei, eu sei, é uma história triste: a cera chateia-me ter de esperar, com gilete pareço uma adolescente a querer chamar a atenção (ouch), e a laser... bem, a laser está fora de hipótese porque a pessoa é pobre, forreta e tem mais onde gastar o dinheiro.

Posto isto, há uns anos - sim, ANOS! - comprei uma debulhadora. Perdão: uma depiladora. Não, não comprei uma Cátia Márina cá para casa, arranjei foi um daqueles aparelhinhos do demónio, munidos de uma série de pinças, que poderiam muito bem ser objetos de tortura. E então? Nunca a consegui usar.

Minto. Graças a deus, para rentabilizar a coisa, a máquina até trazia uma cabeça de corte que eu fui usando já que, na primeira vez que lhe meti a cabeça das pinças, a que arranca pelinho a pelinho, encostei-a, sem querer, ao tapete da sala e, quando vi o que ela lhe fez, fiquei com medo.

Em boa verdade, eu fico a suar do buço só de ouvir a dita cuja a funcionar, que juro-vos que aquilo parece um berbequim. 

E qual é que é o teu problema agora, ó Cinderela?

O meu problema é que cheguei a um ponto da minha vida em que resolvi que, das duas uma, ou aquilo começa a funcionar nos meus presuntos e eu deixo de me automutilar a toda a hora, ou vou ter que ser a criadora do movimento #legalizepêlosatéaochão, e ninguém vai querer isso. Eu não quero andar por aí de patinhas cobertas, vocês não querem que eu ande de patinhas cobertas que nem um pónei gordo e peludo.

Sintam-se então à vontade para me motivar. Contem-me aquelas histórias de como essas máquinas arrancaram um bife da perna à vossa prima, e deu para fazer um almoço de família. Ou sobre como se anestesiam para usar uma cena destas. Sei lá. 

Dêem-me amor, pronto.

terça-feira, 19 de junho de 2018

agora já posso voltar a entrar no coche

Dizia eu, há uns tempos, que tenho uma certa dificuldade em lembrar-me de meter creme nos pés, e é mesmo esta a verdade - enquanto no resto do corpo é só preguiça, dos pés eu só me lembro quando olho para eles e percebo que não há sandália que ponha estes cascos a parecer apresentáveis.

Ora, eu não saí agora da gruta, a pessoa sabia da existência da dr scholls, mas tinha pouca fé de que fosse muito mais eficiente do que aquela lima e a cena que parece um ralador que eu utilizo sempre que me cai a ficha e eu tento ter um pézinho mais parecido com o da cinderela, e menos com o do cavalo. Portanto, gastar dinheiro nessas cenas, 'tá quieto!

E quem é que entra agora para salvar a princesa em apuros? Isso mesmo: o lidl. O lidl e aquele corredor do meio que é uma espécie de salva vidas da malta pobre, fã número um de cenas baratinhas e com qualidade. Tal como eu.

Imagino que os funcionários do lidl, mais do que habituados a ver-me desfilar o fat ass por aqueles corredores, tenham metido uma cunha - antes que eu lá fosse à procura de duas ferraduras - para que lá, no corredor central, aquele da perdição, se tenham lembrado de vender uma lima elétrica - suficientemente barata para que, depois de alguma pesquisa, a pessoa tenha decidido que valia o risco de gastar dez euros. É possível que já tenha estado em promoção antes e eu não tenha dado importância, ou tenha fingido que não vi porque, como já se sabe, gosto pouco de gastar dinheiro.

Isto tudo para dizer que a dita lima funciona muito bem, que fez aqui um pequeno milagre em poucos segundos e eu estou genuinamente satisfeita com o resultado. Não conheço os resultados da outra, da lima com pedigree, mas esta rafeirita vale muito a pena - e não, o lidl não me paga para dizer estas coisas mas, se quiser, aceito bem o pagamento em gelado de doce de leite.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

o rei vai nu!

Há uns tempos, e creio que a propósito de um vídeo no youtube onde esse mesmo tema era abordado, li vários comentários de mulheres a dizerem que é sempre extremamente embaraçoso e desconfortável ter de ir ao ginecologista. Apercebi-me, mais uma vez, de que sou anormal.

Não me faz confusão alguma - calma que não estou a dizer que adoro, nem tão pouco vou ao médico por conta de uma dor de ouvido e começo a desapertar as calças. Mas também não me incomoda e, possivelmente, isto deve-se ao facto de trazer na bagagem alguma experiência em hospital; ver pessoas nuas, de todas as idades, fazia parte do meu trabalho diário e a coisa deixa de ter qualquer importância. É só trabalho.

Agora, há uma coisa que é, definitivamente, embaraçosa e eu não vejo as pessoas a falarem disso. O que é uma ida ao ginecologista... perto de uma ida à esteticista? Porque é que se queixam de um profissional de saúde e nem piam quanto a ter uma estranha a manejar as nossas partes pudendas?

Vamos começar pelo facto de estarmos ali, quase em posição de parir, enquanto a gaja espalha cera lá em baixo com a mesma felicidade com que nós barramos nutella numa torrada. Se cometermos o erro de demonstrar aquele esgar de dor de quem sente a parreca a cozer, ainda se mete a soprar lá para baixo, como se lhe tivessem acabado de cantar os parabéns e estivéssemos a meio de uma festa. Yaaaay... só que não.

Enquanto uma pessoa está ali, divivida entre a vontade de se livrar daquela situação o quanto antes e o desejo secreto de que a gaja deixe estar lá a cera, só mais um bocadinho, porque somos pessoas jovens e não estamos preparadas para sentir a alma a ser-nos arrancada sem dó nem piedade, ZÁÁÁÁS. A criatura dá aquele puxão, quase fatal, que nos faz gritar até acordar três marcianos e outro, meio confuso e meio orgulhoso, sair de cima da marciana-fêmea. 

O embaraço acaba aí?
Nãaao. É que depois, ainda não contente com o nosso orgulho morto e a vergonha tomar o lugar do nosso segundo nome, dá umas pancadinhas para atenuar a dor. Não dói nada, não dói nada. Claro que não dói. A ti, não!

Portanto, na ausência da hipótese de se pedir anestesia geral, ou a epidural que fosse, a pessoa decide não voltar. Até porque, ao preço a que estão as rendas hoje em dia, nem é assim tão má ideia mudarmo-nos para uma caverna e aceitar as nossas origens. Isso, ou encontrar meios menos tortuosos de exterminar o pêlo - deixo convosco e com a vossa imaginação.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

dramas capilares

Conhecem alguém que usa o mesmo penteado desde 1970 porque tem medo de mudar? 
Certamente essa pessoa não serei eu. Em primeiro lugar, porque só nasci 25 anos mais tarde e quase careca. Em segundo lugar, porque eu sofro do problema oposto: não consigo ter o cabelo igual muito tempo. Se o deixo crescer, logo o corto. Se acerto com uma cor que me permitiria não o voltar a pintar, logo me apetece outra cor qualquer. 

Desde os 16 anos que o pinto, e já o tive de várias cores: preto, roxo escuro, roxo claro, dos vermelhos mais escuros ao vermelho berrante do meu avatar, dos acobreados mais discretos ao laranja mais vibrante. Ora me chateio porque nunca mais cresce, ora me chateio porque dá demasiado trabalho tê-lo comprido e volto a cortá-lo pelos ombros. Estão a ver a cena, não é?

Então, em junho do ano passado, ou seja, há quase sete meses, eu achei que faria sentido adotar um estilo mais sóbrio e maduro, já que iria voltar a entrar na odisseia da procura de emprego. Portanto, além de o pintar de castanho, cortei-o. Muito. Assim tipo... pouco abaixo do nível das orelhas.

Respirem fundo, eu sei: para algumas de vocês, imaginar tal fado já é motivo para irem a correr pegar na cruz e na garrafinha da água benta, mas o que eu não consigo mesmo é ver-me com o cabelo igual durante muito tempo. Aborrece-me. E, na verdade, adorei o resultado - há lá coisa melhor do que um cabelinho que não dá trabalho? 

O problema é este: constatando o óbvio, e apesar de o meu cabelo até crescer rápido, demora muito mais tempo a ficar comprido do que a levar uma tesourada que o encolhe drasticamente. E, pela primeira vez na história da minha existência, está bonito, hidratado e tem as pontas fofas sem denunciarem estes meses todos sem verem a tesoura (já ouviram falar do óleo de pontas da cien? shhhh, nem digam que vão daqui). Com isto quero dizer que está perfeito para que eu continue a deixá-lo crescer, tal como era o meu plano por agora. Era, porque, entretanto, deu-me um ataquezinho qualquer e estou outra vez com aquela vontade de o ir cortar pelas orelhas, assim a destruir o trabalho de sete meses.

Ah, então mas se és assim tão decidida, porque é que ainda não foste?
Porque a pessoa é friorenta, anda sempre com golas/cachecóis e teme ficar a parecer um cotonete, daqueles para bebés. 

(já me fazia falta um dilema leve e fútil para aligeirar a quantidade absurda de dramas e resoluções que habitam esta cabeça neste momento.)

domingo, 23 de abril de 2017

gajas

O período atrasa-se duas horas e uma pessoa entra em pânico e começa logo a ver o preço dos carrinhos de bebé, das papas cerelac e o melhor restaurante para encher o bandulho no dia do batizado da cria. 

domingo, 6 de setembro de 2015

este mundo é feito de batalhas

E acho que nós, gajas deste planeta, devíamos investir num movimento que lembrasse os grandes génios que espalham casas de banho por aí que, só por acaso, convém que estas tenham um cesto para meter papéis aka pensos e tampões e toda a restante parafernália inerente às fêmeas.

Acreditem: nós precisamos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

reparei

Ser gaja é torrar o corpo todo menos o peito, porque quando está deitada as mamas fazem sombra.

E, note-se, eu nem sou particularmente abonada.

terça-feira, 21 de julho de 2015

outras confissões

Se alguém perguntar, jurarei a pés juntos que o fb do nerdzinho me apareceu do nada - não foi bem assim, mas ninguém precisa de descobrir que eu fiquei louca quando encontrei um amigo dele e só descansei quando enviei o pedido de amizade.

Desde esse dia que me sinto uma mártir sempre que me aparecem notícias da criatura no feed; não é por mal, mas eu acho que podíamos ter tido filhos lindos. Aliás, creio que seria até capaz de germinar um monstrinho que não nascesse com cara de joelho se ele tivesse a sorte de poder chamar pai a uma coisinha daquelas.

Já pensei em um milhão de desculpas para meter conversa, e já desisti de todas elas - sou demasiado socially awkward para ter direito a pousar o bico em tal criatura, que a esta altura já nem se deve lembrar de mim. Mas que dá vontade, dá.

Oh, se dá!

domingo, 15 de março de 2015

tirei um peso das unhas

Andava espantada com este lado girly surgido do nada; qualquer pessoa que me conheça bem sabe que eu sou tão menina quanto o zezé camarinha e eu ainda não tinha percebido que raio de surto psicótico teria desencadeado a minha vontade súbita de fazer unhas de gel, há uns meses atrás.

De qualquer forma, acho que já não vou a tempo de perceber - hoje, tirei-as sem dó nem piedade. Sou demasiado inconstante para me aguentar um mês com as unhacas da mesma cor, com os mesmos desenhos, sem começar a evitar olhar para elas, ou a fazê-lo com desdém, porque não tenho dinheiro para as fazer duas ou três vezes num mês nem concebo ir vender o cu para andar com as garras bonitas.

E bateu aquela saudade das minhas unhas pretas, de verniz sempre estalado, e peles à volta; é uma imagem muito pouco bonita e ainda menos feminina, mas é a minha própria imagem; nunca fui de perfeição extrema nem de partes intactas. Sou um todo estranho e absolutamente desarranjado mas já não quero saber. Prefiro essa maneira aleatória de ser, sem planos, sem regras e, sobretudo, sem pretensão de parecer imaculada. Não sou, nem quero ser.

sexta-feira, 13 de março de 2015

opá

É só uma noite fora mas eu sinto que fiz a mala para duas semanas - sério, eu sou aquele tipo de gaja que vê três formigas, duas aranhas e um unicórnio, e leva-os na mala para o caso de serem precisos. Não há condições.

domingo, 8 de março de 2015

feliz natal a todos, alforrecas!

É só para quebrar a monotonia do feliz dia da mulheeeeeer! como se não fôssemos mulheres durante todos os dias do ano. Como se não fosse suposto sermos felizes em qualquer outro dia. Como se.

Hoje para mim é natal outra vez. E para vocês também. 
Porque eu quero.

terça-feira, 3 de março de 2015

cinderella goes to the gym

Fiquei orgulhosíssima de, num mês, ter conseguido de passar de três pranchas de 35 segundos (aldrabadas, nos primeiros tempos, cheguei a fazer uma só de 19, shhh) para uma de 60 e duas de 70 segundos - sério, pareceu bom. O problema é que durante o resto do treino, eu parecia uma sexagenária com reumatismo e juro que nem no primeiro treino eu me senti tão não-é-suposto-andar-na-passadeira-com-um-andarilho-pois-não?

E depois ocorreu-me de que de facto uma pessoa não pode esperar estar na melhor das formas quando tem as entranhas contorcidas e a esvairem-se em sangue e se esquece de dormir há dois dias. Doem-me músculos que eu nem sabia que tinha.

segunda-feira, 2 de março de 2015

pretty much sums it up

Se se estão a perguntar se eu terei sobrevivido ao resto do dia com um início tão mau, a resposta é sim - mas acreditem que só por ser muito teimosa e insistir em não espetar um qualquer objeto pontiagudo na carótida.

Estava à espera de que o meu humor melhorasse, mas não melhorou - ao invés, ficou só mais instável e fiquei a oscilar entre o vou-só-ali-chorar-para-o-cantinho e o se-voltas-a-respirar-num-raio-de-3-km-eu-juro-que-te-mato-sem-dó-nem-piedade. Isto só para deixar um pequeno conselho: se algum dia vos derem a escolher entre lidar comigo cansada, deprimida e com o período ou entrar na jaula dos leões e vocês tencionarem viver mais uns tempos, escolham os leões. Pela vossa saúde!

E então eu tinha marcado a minha segunda avaliação no ginásio para hoje, inocentemente e sem fazer ideia de que ia ser presenteada com um despertar especial e não deu para a desmarcar; ou seja, long story short, é sempre bom ter de fazer o teste de cooper (a ideia é percorrer a maior distância possível em 12 minutos e 10 segundos, o que implica correr) enquanto tenho partes de mim que nunca viram o sol a chorar lágrimas de sangue e a implorarem-me que páre, porque sabe deus - ou vá, deus não sabe porque supostamente é um gajo, mas como é um gajo especial já deve ter ouvido falar - a dificuldade que é andar nestas vidas em dias difícieis, tal como o explicou a Me (actually, eu não costumo ler o blog dela, só li este post graças ao fb, desculpem qualquer coisinha se não for este o nome que ela usa mas desconfio de que é). E pronto, posto isto vou fazer os possíveis para não cometer o suicídio durante a próxima hora e meia só para me poder orgulhar de ter sobrevivido, de pé e quase sem dormir, a um desses dias em que mais valia não acordar.

rescaldo do primeiro dia deste calor primaveril e da minha felicidade ao recebê-lo

Depois de uma crise existencial que se arrastou durante todo o fim de semana e que acabou comigo a chorar baba e ranho ontem à noite, devo ter adormecido por volta das quatro e passei o pouco tempo que dormi em puro sobressalto; consegui acordar pelo meio, dar mais um milhão de voltas na cama e voltar a adormecer. Para acordar oficialmente às seis.
Acordei a pensar que, do mal o menos, ia estar um dia bonito.
Não está. Está a chover e o meu cabelo, esticado às três da manhã na pura da loucura, molhou-se e encolheu. O meu rímel que, estupidamente não é à prova de água e agora pareço um panda. O meu casaco está encharcado, a gola idem, e as calças o mesmo. Dói-me a garganta e tenho o nariz a jorrar ranho como se não houvesse amanhã. Ok, talvez seja só aquele pinguito chato, mas estou triste, chateada e imensamente cansada. 

Isto sim, é uma segunda feira má.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

oh no, not you again!

Há dias em que até me parece que seria boa ideia eu ser daquelas meninas todas organizadinhas tipo o-meu-período-vai-vir-no-dia-dois-de-março-às-dez-e-dezasseis, mas não sou. Sou mais do tipo ando-com-uma-coleção-de-pensos-e-tampões-e-seja-o-que-deus-quiser.

Só me apercebo de que estou perto da época da desgraça quando me começo a sentir ainda mais insuportável do que o habitual - tenho andado com uma vontade louca de devorar doces, acordei com a sensação de que engordei 20kg durante a noite e oscilo entre momentos em que me apetece matar alguém e momentos em que dou por mim a chorar no cantinho porque isto está meio fodido para o meu lado. That's it.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

orgasmos cerebrais múltiplos


Eu digo que sou pouco menina e coise e tal mas, oh hell, um vestido que tenha estampado o primeiro capítulo do harry potter e a pedra filosofal é passível de ser usado até por um gajo, não é?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

kill it, kill it with fire

Uma coisa que eu sempre adorei é aquela eterna teoria das gajas de que, se uma amiga comprar alguma coisa igual, é porque é uma cabra invejosa e só a quer imitar. Claro, meus amores, porque tudo é fabricado exclusivamente para vocês. Todas as peças que vocês compram são únicas e ai de quem pense que vai conseguir comprar igual. Se comprar é porque é uma traidora e mandou fazer.

É óbvio que mais ninguém vai ter um little black dress igual ao que vocês compraram na zara. Nem a primark vendeu outra mala azul com bolinhas brancas a outra pessoa que não a vocês. Nunca.
Se alguém aparecer com uma igual, aniquilem-na imediatamente. 

(da edição: juro-que-devia-ter-nascido-gajo)