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sábado, 29 de agosto de 2015

um minuto de silêncio em honra do meu fígado

Depois de me ter queixado de que andava com raivinha dos dentes e a espumar por uma saída à noite, eis que saí.

Mas saí numa noite em que as litrosas estavam baratinhas e hoje experimentei a pior ressaca de sempre, com o acréscimo de quase ter deitado abaixo a televisão de um bar, com uma cabeçada tão grande que ainda tenho uma montanha no cocuruto. Uma montanha que dói mesmo a sério.

Depois desta noite, aliás, depois deste mês, tenho para mim que o meu fígado vai meter a carta de despedimento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

e está para breve, está para breve

Tenho-me cruzado todas as manhãs com pessoas que se dirigem para o comboio depois de uma noite de farra - e, entenda-se, não foram eles que me contaram que tinham tido uma noite louca: nota-se.

Geralmente andam devagar, com ar de quem veio da guerra e o cheiro nauseabundo inerente às discotecas. Encostados porque sabe deus o quanto aqueles passeios são incertos e o quanto custa fazer aquele percuro de manhã, de pézinhos no chão, depois de mais uma sessão de eu-sou-um-barril.

E isto foi triste. Foi triste perceber o quão fácil é identificá-los e o quão miseráveis parecemos naquele percurso infernal que parece nunca ter fim, a desejar tanto uma cama quanto uma viagem às maldivas com tudo pago e bar aberto, e dei por mim a repensar todas as vezes que me lembro de ter tentado fazer o meu ar mais normal enquanto me cruzava com pessoas conhecidas, naquele estado.

Percebi que não resulta e que dá para perceber a léguas que não estamos assim vestidos àquela hora da manhã porque decidimos madrugar e ir dar uma voltinha e que ninguém fica alheio ao facto de ainda termos mais álcool do que sangue.

Foi triste, mas fiquei com raivinha dos dentes.
Preciso de uma noite assim.

terça-feira, 21 de julho de 2015

outras confissões

Se alguém perguntar, jurarei a pés juntos que o fb do nerdzinho me apareceu do nada - não foi bem assim, mas ninguém precisa de descobrir que eu fiquei louca quando encontrei um amigo dele e só descansei quando enviei o pedido de amizade.

Desde esse dia que me sinto uma mártir sempre que me aparecem notícias da criatura no feed; não é por mal, mas eu acho que podíamos ter tido filhos lindos. Aliás, creio que seria até capaz de germinar um monstrinho que não nascesse com cara de joelho se ele tivesse a sorte de poder chamar pai a uma coisinha daquelas.

Já pensei em um milhão de desculpas para meter conversa, e já desisti de todas elas - sou demasiado socially awkward para ter direito a pousar o bico em tal criatura, que a esta altura já nem se deve lembrar de mim. Mas que dá vontade, dá.

Oh, se dá!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

quando conhecemos um nerdzinho e não o podemos levar para casa

Não é que eu seja a pessoa mais sociável do mundo - que não sou - mas, lá pelo meio do sunset, conheci um mocinho giro e gostoso que eu sei lá, simpático como tudo e um claro candidato a pai dos meus filhos, que tinha acabado de se licenciar em engenharia informática.

Perguntou-me a idade; menti-lhe. Tentei convencê-lo de que era mais velha, muito mais velha, mas o meu arzinho de quem ainda arrota ao bolo do batizado não engana.

Confessei-lhe que tenho vinte anos. Responde-me, passado um bocado, com um tom profundo: tenho mais um quinto da tua idade.

Senti o amor.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

pós-sunset

A avaliar pelo estado em que o lenço fica de cada vez que eu me assoo, desconfio de que snifei um preto.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ready, set & go

Vocês não estão bem a ver a cena - eu já fui uma mocinha calma, dessas que nem gostam muito de sair e evitam qualquer sítio onde seja provável encontrar mais do que três pessoas. Já fui, repito.

Depois, o sunset chegou à minha praia e eu nunca mais fui a mesma; passo o ano - juro, passo mesmo o ano - a falar disto e já de lá saio a jurar a pés juntos que hei de voltar no próximo. E é por isso, alforrecas, e eu juro que já nem sei quantas vezes publiquei este vídeo aqui, que eu estou oficialmente em contagem decrescente para aqueles meus dois dias de felicidade anual. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

sobre ser de vidro

Tal como as previsões, fui para a praia e fui para a desbunda até de manhã; se já estava constipada, agora ainda estou pior.
Nice shit.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

os males dos arraiais

Tenho estado doente e cheia de febre mas, agora que me sinto melhor, estou mortinha para espetar o cu na água a meio da noite - depois da constipação vem a pneumonia, porque não?

Haja paciência.

domingo, 7 de junho de 2015

tequilla, votos de castidade e morte aos gajos

Por um conjunto de motivos pouco relevantes e que não me interessa mencionar, na sexta feira à noite acabei, muito pouco sóbria, sentada no chão à porta de uma casa de banho e sentou-se um tipo ao meu lado.

Disse-me desde logo que estávamos na boa, que tinha uma namorada há cinco anos e que não queria nada de mim, e acabámos por ficar a conversar durante imenso tempo, sobre tudo e mais alguma coisa, sobre o porquê de eu estar a deprimir numa discoteca, sobre tudo no geral. E eu devia ter percebido antes que o facto de ele se chamar joão não era um bom presságio, que eu já tinha tido o suficiente disso para uma vida inteira, mas deixei-me ficar.

O rapaz era adorável - juro por tudo que, em momento algum, se fez a mim ou deu a entender que queria mais do que uma conversa. Depois de lhe ter confessado os meus dramas todos, que o álcool tem destas coisas, acabou por me abraçar e deu-me um beijo na testa, antes de me arrastar de novo para a pista.

Correu tudo bem e, se calhar, podíamos ter sido bons amigos - mas, já na rua, pouco antes de eu me vir embora, o rapazinho apanhou-me distraída, agarrou-me de repente e beijou-me mesmo ali, à luz das sete da manhã. Mas beijou-me é eufemismo - na realidade, o tipo enfiou-me a língua pela goela abaixo sem pedir licença e, de resto, não fez mais do que o trabalho de uma centrifugadora.

Afastei-o uns dois segundos depois e entrou a adele a cantar we could have had it aaaaaaall enquanto eu olhava para ele, de olhos esbugalhados, e lhe dizia tu tens namorada! como se ele não soubesse. Foi triste, enfim - qualquer pessoa sabe que uma saída à noite ou uma ida à selva não são muito diferentes, mas quero acreditar que aquilo não foi mesmo premeditado e o mocinho reagiu a um impulso e que se arrepende tremendamente de o ter feito, ainda por cima quando a namorada é gira que se farta.

Por outro lado, eu voltei para casa com a certeza de que os gajos sabem ser os melhores amigos do mundo mas que eu estou mesmo bem é solteira e o melhor é virar freira antes que seja tarde, porque as gajas são tão cabras que nem virar lésbica compensa.

sábado, 6 de junho de 2015

about last night

Sou capaz de ter bebido um bocadiiiiinho demais e acabado sentada nas escadas, na discoteca, com ar de cãozinho abandonado, a deprimir por todos os momentos tristes da minha vida de uma só vez.
De repente, chega um tipo vindo sei lá eu de onde e diz:

- como é que tu tens os olhos verdes e estás aí sentada?

Fiquei baralhada - é certo que o álcool me estava a deturpar as ideias mas não estava a conseguir entender em que medida é que a cor dos meus olhos poderia determinar se eu podia ou não assolapar a peida na escadaria. 

Diante da minha confusão, o mocinho remata:

- eu quero dançar contigo porque tens os olhos mais bonitos aqui dentro.

Ele achou que ia ter sorte. Achou mesmo.

domingo, 5 de abril de 2015

uma coimbrinha chora mas uma não-coimbrinha ainda chora mais

Há lá coisa mais triste do que constatar de que o cartaz da queima de coimbra inclui os dvbbs - e uma pessoa começa a lembrar-se de como foi no sunset, do quão awesome eles são, e dá assim aquela nostalgia e a vontade incontrolável de pegar numa cadeirinha de plástico e ir já para a primeira fila, assim naquela de ficar a marcar lugar porque já se sabe a dimensão do show, começa logo a ouvir como barulho de fundo o grito TSUNAMI tsurururu turu turu turu tu, e vai que entretanto sabotei os meus próprios sonhos e fui ver a que dia calhava - mas é à terça feira? Oh snap. Isto não se faz.

domingo, 15 de março de 2015

até à próxima vez

Piores do que aquelas noites em que uma pessoa se apega a todos os anjinhos para que nunca ninguém descubra o que andou a fazer quando o álcool o possuíu, são aquelas noites em que uma pessoa está capaz de se virar para tudo quanto tenha um valor equivalente a um deus todo poderoso para nem sequer lhe virem à memória imagens do que andou a fazer.

Nunca mais bebo, geez.

oh last friday night

Deus existe e é porteiro de uma discoteca - percebo isto de cada vez que ouço algum a dizer que o preço da entrada é consumível.

sexta-feira, 13 de março de 2015

opá

É só uma noite fora mas eu sinto que fiz a mala para duas semanas - sério, eu sou aquele tipo de gaja que vê três formigas, duas aranhas e um unicórnio, e leva-os na mala para o caso de serem precisos. Não há condições.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

apetece-me partilhar isto

Não quero enojar-vos ou assim mas eu tenho a incontinência de um cachorrinho nervoso e em noites de bebedeira passo a vida na casa de banho - o pormenor que ficou a faltar no último post é que a miúda, não contente, vomitou o chão todo e ainda foi vomitar no lavatório, que entupiu.

Nenhum dos membros do staff que passaram a noite a coçar o cu e se depararam com aquele cenário acharam que seria boa ideia limpar aquela merda. E, repito, o desastre aconteceu pouco depois da meia noite.
Agora pensem.

e é isto

Cheguei ao recinto do festival pouquíssimo depois da meia noite e decidi ir imediatamente marcar território; mal entrei na casa de banho, deparei-me com uma rebanhada de pitas à volta da porta de um cubículo onde a amiga estava a vomitar. Àquela hora. 

Elas tinham todo o ar de quem ainda bebia leite pelo biberon e, assim na pura da loucura, quisémos acreditar que aquilo fosse mesmo uma congestão. Falámos com as miúdas:

- ah, ela comeu bacalhau com natas e frango (?). isto foram as misturas.

E isto, crianças, é o que acontece quando vocês bebem coca cola e fanta no mesmo dia.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

por ser dia dos namorados

Só tenho uma coisa a dizer:

Casalinhos da zona centro, façam o favor de ir jantar fora com os xuxuzinhos das bossas bidas, sim senhor, nada contra, vocês também têm direito a jantarzinhos com velas pirosas e endoscopias nojentas e repletas de baba nos queixos assim a céu aberto, mas a seguir façam também o favor de ir pinar para o aconchego do vosso lar. Nada de passeios de mão dada a meio da noite, nada de saídas para bares, discotecas e afins, nada de me aparecerem à frente.

Eu estou muito bem com a minha condição de solteira mas sou bem capaz de ficar meio ressabiada se me cruzar com um milhão de múmias a escorrer mel pelos cantos da beiça. Quero sair à noite na santa paz de nosso senhor jesus cristo e ser feliz a dançar a sós com o meu copo até que amanheça e os meus pés estejam desfeitos.

Depois até podem pinar no meio do jardim, a ver se eu me importo, mas hoje não.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

cinderela sobrevive a passagem de ano atribulada

O melhor de tudo é mesmo falar-se na passagem de ano quase desde a páscoa, e ai jesus que fazemos isto-isto-e-isto, e acaba-se por ir completamente de improviso porque à última da hora dá tudo para o torto; confesso que, durante uns bons 30 segundos, eu me arrependi por ter trocado o aconchego do meu lar e a dita maratona de hp pelo gelo de uma noite à beira da praia, mas entretanto deu-se aquele momento meio mágico em que uma pessoa entra numa discoteca a meio da noite e quando sai já são quase 9 da manhã, o mundo voltou a acordar e nós já nem sentimos os pés depois de tantas horas a dançar em cima de saltos altos, e mais ou menos consciente de que há muito tempo que não tinha uma noite tão boa.

Deixem-me que vos diga uma coisa: não vos digo nada. E ainda vos digo mais: só vos digo isto. 

domingo, 21 de dezembro de 2014

the day after

Era uma noite com prognósticos reservados onde eu sabia que a probabilidade de as coisas correrem mal para o meu lado eram enormes - não aconteceu nada de mais e eu fiquei chateada porque, assim como assim, estou cansada da pasmaceira em que a minha vida se transformou e mais valia um drama do que a continuação dos dias sem sabor. Como prova do êxtase em que eu estava ontem à noite está, por exemplo, o momento em que quase adormeci sentada num puff encostado à parede. 

Numa discoteca cheia de gente.

sábado, 20 de dezembro de 2014

the day

Já estive mais entusiasmada para ver o preço certo do que para hoje à noite. Esperemos que a coisa melhore.