15 de fevereiro de 2018

para verem que eu também sei ser simpática

Já é do conhecimento geral que esta pessoa tem uma vasta experiência com recrutadores, assim daquelas experiências que dão vontade de desistir da ideia de encontrar um emprego, fugir para baixo da ponte e viver só do que a terra dá. Contudo, e porque eu não sou assim tão má, acho que as coisas boas também devem ser ditas.

Ontem recebi uma chamada, por parte de uma empresa de recursos humanos, para me falarem acerca de uma proposta de trabalho - não, não eram vendas porta a porta nem encontraram o meu contacto em sites de emprego manhosos, era algo sério mas sobre o qual não me alongarei por agora. 

Ficaram de me contactar mais tarde para terem a minha resposta final sobre se iria ou não à entrevista; respondi que não, e comentei, vagamente, a minha situação atual, mais ou menos esquisita, mais ou menos irregular, com o rapaz que me ligou. 

Daí a nada, nova chamada: a mesma senhora com quem tinha falado em primeiro lugar. Sem obrigação alguma e a troco de nada, a rapariga (juro que, pela voz, me pareceu jovem), resolveu contactar-me para me dizer que já tinha passado pelo que eu estou a passar atualmente, aconselhou-me sobre o que eu deveria fazer, explicou-me como funcionavam as coisas e quais eram os meus direitos nesta situação em específico. Dispensou-me o tempo dela para, enfim, me dar informações que poderiam e deveriam ter-me sido dadas por outras entidades.

Para muitos, talvez entre aqui o não fez mais do que a obrigação dela mas, num mundo em que a maior parte dos "trabalhadores" não faz questão de cumprir sequer com as suas obrigações, alguém disponibilizar-se para ajudar, quanto mais não seja, informando, a troco de nada, é refrescante. 

Restaurou parte da minha fé na humanidade - ana, da manpower group, se por uma feliz coincidência andares por aqui, o meu muito obrigada, de coração. E continua assim, porque são pessoas como tu que fazem o mundo um bocadinho melhor.

4 comentários:

Jota Esse disse...

"fugir para baixo da ponte e viver só do que a terra dá"
De baixo da ponte, compras uma cana de pesca e podes viver do que a água dá. eheheh

Marisa disse...

Oh, foi um gesto muito bonito da parte da senhora/rapariga. Muitas poucas pessoas fariam isso.

Jota Esse disse...

"debaixo".
Estou cada dia pior que ontem. eheheh

ernesto disse...

Nem nos meus reparo ahahah