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sábado, 27 de setembro de 2014

nos dias cheios em que nos sentimos vazios

Há poucas coisas que me enervem mais do que as pessoas que se metem na minha vida - e é só nesses momentos que eu me apercebo do quão desinteressada na vida dos outros eu sou. Juro. Eu estou-me a cagar para as vidas dos outros; podiam fazer o mesmo comigo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

kids these days

Uma das perguntas mais estúpidas que me fizeram um dia foi se os gays eram pessoas normais. Achei isto de uma falta de cultura revoltante - por aí, todos têm bem presente que tudo quanto seja gay tem quatro braços e uma pila no meio da testa, certo?

sábado, 31 de maio de 2014

patrícia, porque é que és tão má?

O meu lado mais macho também se reflete na forma como trato as minhas amigas - não, não contem comigo para vos espetar dois beijinhos nas beiças todas as manhãs nem para ser mega fofinha e tratar-vos por amor. Se tiver alguma coisa simpática para vos dizer, com sorte, eu digo - se não tiver, não minto. Há quem diga que sou bruta, há quem me ache má. Sou má e bruta que nem uma porta, que sou, mas não compactuo com a seita das miguitas foréber que depois lixam a vida umas às outras.

Ainda há uns dias li uma mensagem enviada por uma gaja a uma amiga minha que, do que me lembro, dizia mais ou menos isto: apesar de tudo, apesar das tuas atitudes menos corretas, eu amo-te na mesma como sempre te amei porque és uma boa amiga.

E quem era a gaja?, perguntam vocês. A mesma a quem o (ex)namorado da moça anda a fazer uns assaltos à cueca, sabe-se lá desde quando. Mas é amor, porque ela disse que ama. Eu é que sou má. Ah pá, vão-se foder, vão!

terça-feira, 27 de maio de 2014

odeiem-me lá

Não quero parecer odiosa ou coisa que o valha, mas acho sempre um bocado estúpido quando vejo fotos, especialmente de gajas, no fb, depois de cortarem o cabelo com uma descrição mais ou menos tipo cabelo nooooovo!

Isso faz todo o sentido se tiveres trocado de peruca, mas tudo bem.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

arg.

Não sei se isto é normal, mas há poucas coisas que me enervem mais do que o barulho que as pessoas fazem a comer. Odeio aquela gentinha com uma tendência desastrosa para comer como se toda a gente estivesse ansiosa por ver a comida a ser misturada na boca, e acaba por fazer aqueles estalinhos estupidamente irritantes da saliva a ser misturada com comida. 

Juro que detesto este meu lado picuinhas mas não consigo evitá-lo. Não consigo mesmo não ficar a desejar poder comer sozinha.

sábado, 17 de maio de 2014

só isso

Passo a vida a dizer que não gosto de crianças, mas acho que é mentira - é dos pais delas que eu não gosto. Não é bem como se eu fosse mãe e pudesse falar a partir do tipo de educação que dou às minhas crias, mas acho que os putos hoje em dia são cada vez mais mal criados e os paizinhos continuam a fazer festinhas na cabeça, ele é porque o pobrezinho é hiperativo, ele é porque é pequeno e ainda não compreende as coisas.

Se eu algum dia tivesse montado um circo destes em público, a esta hora estava num colégio de freiras. A vida não está fácil para ninguém e os putos têm mais é que entender que não se pode ter tudo o que se quer - e uma coisa era ele ter ficado triste, outra era estar armado em sirene.

mas obrigada na mesma

Não importa quanta vezes eu diga que tenho o meu quê de cabra e me estou a cagar para quase tudo - continua a haver gente que acha que eu me interesso pelos pormenores da vida sexual delas. Ok, não. A sério... não.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

dos ódios

Tenho um ódio de estimação por aquelas pessoas - chataaaas que só elas - que passam a vida a ler nas entrelinhas, de maneira a arranjar uma forma de direcionar tudo para o lado delas. Uma pessoa pode estar a falar do tsunami da malásia, mas a pessoa vai continuar a achar que isso está relacionado com aquele dia em que, por volta de 1829, nos entornou água em cima. Ou então, estamos a dizer que lhe vamos dar um presunto, e quando damos pela criatura, ela já está a pensar que pode levar um presunto, três chouriços e um salpicão. Isso enerva-me. É só.

outra vez o ódio

Hoje é dia de dizerem a toda a gente que são benfiquistas desde que a vossa mãe vos cuspiu pelas partes baixas e que estão muito orgulhosos do vosso clube. E, se não forem benfiquistas, também é dia de nos dizerem que no ano passado fomos a três finais e que nem uma taça de gelado ganhámos. 

Go on. É isso que fazem de melhor, inúteis!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

chamem-me esquisita

Pior do que existirem pessoas no mundo que não gostam de lavar os dentes é mesmo o facto de algumas ainda tentarem falar comigo. Não, filhos, não.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

breathe in, breathe out

Há um primo meu, daqueles primos afastados a quem só chamamos primos porque as nossas avós nos explicaram a consanguinidade das nossas famílias vinda do tempo dos dinossauros, que, depois de ter estado imenso tempo sem me ver, ficou fascinado. Não, a sério, não estou a gozar - sabe deus, aliás, sabem vocês, do quão má a minha autoestima é, mas eu juro que temi que o moço se esquecesse de que acabaríamos por ter descendentes ainda mais deficientes do que nós e me violasse ali - que eu tinha crescido imenso, que estava muito diferente, que tinha ficado mais bonita. Essas tretas que se dizem quando nem se sabe muito bem o que dizer.

Daí para cá, o rapazinho, começou a ser todo querido para mim, de uma maneira um tanto ou quanto desconfortável porque se nota que ele só fala para não estar calado e eu não sou propriamente perita em manter boas conversas com pessoas com quem não simpatizo particularmente. No sábado, encontrei-o e fui cumprimentá-lo. O que é que ele se lembra de dizer? 

Cresceste, já nem tenho de me baixar para te cumprimentar!

O que acontece é que ele tem mais meio metro do que eu e mesmo que me espetasse um beijo no alto da pinha, teria de se continuar a curvar para lá chegar. Além de que, foda-se, eu já disse que não cresço desde os 13 anos, párem lá de fingir que eu fiquei com esta altura da noite para o dia! Se é só para manter conversas da treta, perguntem-me pelo tempo, pela novela das sete, pelo que comi ao pequeno almoço do 25 de abril de '75, mas não venham com merdas sobre eu ser alta. Agradecida.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

o dia a seguir à vitória

Hoje foi o dia em que toda a gente se lembrou de que se orgulha muito de ser benfiquista e jura a pés juntos que já via todos os jogos mesmo dentro do útero. Ahh, vão-se foder!

terça-feira, 11 de março de 2014

pronto, surpreenderam-me

As coisas andam mal outra vez e eu não sei para onde me vire - tive um desses ataques de choro que uma pessoa nem sabe muito bem de onde vêm, quando se começa a chorar por uma merda sem jeito e meia hora depois se continua a expelir baba e ranho porque uma cachopa nos puxou o cabelo no infantário. Foi triste, e eu odeio chorar com assistência - mas nem consegui parar, nem contar a ninguém porque é que chorei.

O estranho foi que, de todas as pessoas minhas conhecidas que por lá passaram, foi uma miúda com quem eu nunca simpatizei particularmente que se veio sentar ao meu lado, e só saiu quando eu lhe assegurei que ficava bem. E foi essa mesma miúda que, poucas horas mais tarde, me veio perguntar se eu estava melhor. Bem feita para mim, a ver se aprendo a não odiar meio mundo.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

só comigo

A pior coisa que pode acontecer é estar a stalkar as fotos de alguém de quem eu não gosto nem um bocadinho, e acabar por meter gosto sem querer. Boa, patrícia, boa.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

poison

No topo da lista das pessoas que eu sou incapaz de compreender, ficam aquelas conas insossas que parecem incapazes de articular uma frase que vá contra aquilo que as massas tomam por normal. Por outras palavras, aquela gentinha que é capaz de tudo e mais alguma coisa só para ser socialmente aceite - nem que isso o faça mais infeliz do que ser diferente.

Na volta, eu penso assim porque nunca tive escolha - nasci diferente, sempre fui diferente e, perdido por cem, perdido por mil, se me vão olhar de lado, ao menos que fiquem cientes de que eu consigo ter uma personalidade bem mais estranha do que já o sou fisicamente. Don't get me wrong - eu não sei o que quero durante dois minutos seguidos, mas ao menos faço o que quero, como quero, nem que para isso tenha de ir contra todos. Por mais medo que eu tenha, por mais que eu hesite, sei que há um momento em que a determinação se apodera de mim e eu me sinto capaz de palmilhar este mundo e o outro para chegar onde quero - e chego. De uma maneira ou de outra, chego sempre. Nem que seja sozinha.

Talvez por isso, sou incapaz de compreender aquelas esponjas que mudam de opinião de cinco em cinco minutos, ao sabor das opiniões de quem os rodeia - e, pior, daqueles que precisam de aprovação para tudo. Sinceramente, mete-me raiva que alguém seja tão domável a este ponto. Não consigo gostar disto. E hoje, não gosto de ti também.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

breathe in, breathe out

A minha sorte é estar-me mesmo a cagar para a matemática do 11º. Não fosse isso e era capaz de ficar chateada. Assim, fico na mesma, mas não é por isso.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

então e o teste?

Correu lindamente. Porque não o fiz.

Aparentemente, o stôr esqueceu-se de o imprimir e mudou-o para quarta. Estava tudo certo, não fosse dar-se o caso de eu ter uma consulta marcada para esse dia, a essa hora, há quase um mês. E perder a consulta não era uma hipótese.

E o que é que acontece a seguir? Sô dona lontra vai fazer o teste com outra turma. Com a mesma onde tive de fazer a questão de aula da outra vez - o que é awesome, porque além de ter quatro vezes mais gente do que a minha - e eu ser um bicho anti-social -, a maior parte daquelas pessoas parece adorar-me mesmo. Já para nem falar que começa a parecer perseguição esta minha mania de ir fazer testes com eles. Geez. 

Ósportantos, estou felicíssima e com um humor fantástico. Bah. São vidas.

attention seekers

Nunca vou perceber o que é que leva as gajas a postarem no fb new look! de cada vez que vão ao cabeleireiro. Uma pessoa fica sempre a pensar que elas piraram e que foi desta que pintaram a gadelha de verde, fizeram uma permanente e ficaram tipo afro ou então passaram-se e cortaram a pente zero. Entretanto lá mostram o quão diferentes estão, depois de mil e um pedidos para tirarem uma selfie na casa de banho, só para o mundo ver como estão bonitas com o penteado novo.

Depois o cabelo está só um bocado mais curto e mal se nota, mas ok.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

manias antigas

Habituei-me de tal forma a pensar o pior das pessoas, que nunca consigo tomar uma aproximação como inocente. Acho sempre que, das duas uma: ou querem alguma coisa, ou é só para gozar. E então sou má, realmente má.

Tipo aquele rapazito que decidiu começar a falar  comigo, do nada. Sempre o achei um bocado estúpido e era mais do que óbvio que ele não se metia comigo porque tinha ficado interessado em ser meu miguito foréber do nada - por isso era igualmente óbvio que a patrícia tinha de ser a coisa mais cabra que podia existir, tratá-lo mal, mostrar-lhe dezoito vezes por minuto o quanto não gostava dele. Ele acabaria por desistir de vir ter comigo se percebesse que eu nunca lhe daria aso para gozar comigo, certo?

Não desistiu. E, na semana passada, surpreendeu-me mesmo - afinal, não estava mesmo a gozar. Et voilá. Desarmaram-me outra vez. Um dia eu ainda viro boa pessoa.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

dá-me vontade de rir

A inocência do gajo. Sério. Até me podia fazer impressão saber que agora, por qualquer motivo, a patrícia anda nas bocas do povinho circundante dele - mas não faz. Ou faz, mas nem é por mim. O que eu estou a adorar é vê-lo contente no meio daquela gente que o ajuda a atacar-me à descarada, enquanto o ataca a ele pelas costas. 

Serve-me de guilty pleasure, mas chego a ter pena. Nem um anormal daqueles merece acabar no meio de tanta víbora junta. Ainda para mais, cego e burro que só ele. Enfim.