15/06/16

uma cagada em três atos

Uma pessoa tenta domar as paranóias e habituar-se à ideia de que não faz mal tentar falar com pessoas; faz filmes, faz birra, mas ganha coragem para fazer um pedido de amizade. Faz mais filmes - mimimi, vai lembrar-se de mim e nem vai aceitar, vai pensar que me estou a fazer a ele, vai achar-me ridícula. Ele aceita: boa, boa! Mas não lhe digo nada porque ele vai lembrar-se da minha diarreia mental do bar, porque vai pensar que vou para o facebook engatar gajos, porque me vai achar ridícula. Tomo balanço e falo com ele: é simpático, que é. Bastante simpático mesmo; depois a conversa morre, mas já estava condenada à nascença. Deixa de responder. Ok.

No dia a seguir, um pedido de amizade: um amigo dele. Um amigo dele com pouquíssimos amigos adicionados e que, por isso mesmo, deduz-se que não adicione qualquer pessoa. Entenda-se: eu não comento, não meto gosto, e passaram-se alguns dias entre o momento em que o adicionei e aquele em que falei com ele. Isso implica que o mocinho tenha falado de mim ao outro. 

Regressam as paranóias: pensa que sou uma engatatona, pensa que sou uma chata, pensa que sou ridícula. Sei lá. Isto de socializar não é para mim.

2 comentários:

homem do leme disse...

Não pensa nada, pá. Não é isso que toda a gente faz? Há até quem faça campeonatos a ver quem tem mais amigos... xD

ernesto disse...

Nota-se que não é, de todo, o caso xD