30/08/13

sem título

Como sempre, as palavras têm os seus quês, os seus comos e os seus porquês. Algumas, solenes, interpelam-nos com ar pomposo, dando-se importância, como se estivessem destinadas a grande coisa, e, vai-se a ver, não eram mais que uma brisa leve que não conseguiria mover uma vela de moinho, outras, das habituais, das de todos os dias, viriam a ter, afinal, consequências que ninguém se atreveria a prever, não tinham nascido para isso, e contudo abalaram o mundo.

José Saramago, 
caim

1 comentário:

somaijum disse...

Andas a entusiasmar-me... ainda me obrigas a comprar o livro. xD