7 de fevereiro de 2017

fodilhões vs adoráveis

Não gosto dos tipos que se gabam, dos que apresentam um currículo extenso como prova de que estão mais do que aptos para nos dar a melhor noite das nossas vidas. Não gosto dos que se orgulham de já ter pinado com 86 gajas diferentes, dos que juram a pés juntos que experimentaram todas as posições do kamasutra numa só noite, dos que acham que isso faz alguma diferença na hora de gostar ou não. Aliás, até faz - faz-me gostar menos. Ou não gostar de todo. E fugir a sete pés.

Prefiro mil vezes os que têm noção de que não sabem tudo e absorvem cada pormenor novo como uma aprendizagem que lhes será útil futuramente. Os que sabem ser tudo e mais alguma coisa com a pila bem arrumada dentro das calças porque se sabem capaz de conquistar pelo que são. Gosto do medo, da timidez, do nervosismo. Da inexperiência que impede toda e qualquer pressa e nos deixa instalar confortavelmente sem pressões, sem receios. Gosto dos que não se gabam porque sabem que, no fim de contas, isso é absolutamente irrelevante. E que a inocência, essa sim, é absolutamente deliciosa.

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